“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

15/11/2010

"Cartas a Julieta", o amor é para além de nós...

Assisti a um filme de amor. “Cartas a Julieta”.  Em outros tempos, diria que o filminho é um copo com água e açúcar e de realidade improvável. Mas ontem, pude chorar aos soluços pelo amor. Que bobagem! Não consegui me lembrar de um amor assim, perene, como no filme. Ando mesmo endurecida!

Clara escreve uma carta à Julieta Capuleto lamentando-se por ter de abandonar seu amor, no ardor de sua juventude, quando viajava com os pais pela Italia. Esta carta ficou escondida nas pedras do castelo de Julieta por 50 anos! Todas as cartas de amor lá depositadas são respondidas por um grupo de mulheres que atuam no museu em que se transformou a casa dos Capuleto e dos Montecchio. Sim, o Romeu e a Julieta de Shakespeare!

Quando Clara recebe a resposta está sozinha e com 65 anos, mas estimulada pela bela carta resolve voltar à Italia e reencontrar aquele amor que deixou para trás em sua adolescência há 50 anos. E o reencontra! E o reencontro é mágico, e o amor nunca se esvaiu, passou pelo tempo, incólume e vigoroso.

Não me vi no lugar de Clara. Mas o amor tem sua força para além das personagens... para além de mim, e foi por ele que chorei.

"No coração do homem é que reside o princípio e o fim de tudo." 
(Leon Tolstoi)




3 comentários:

Elenara Stein Leitão disse...

Eu vi esse filme um tempo atrás e também adorei. Fiz até um post sobre Verona no meu blog
http://arquitetandoideias.blogspot.com/2010/09/verona-julieta-e-castelo.html
Realmente nossos dias andam carentes de perenidade, nós que vivemos dias de transitoriedade absoluta...
Beijos

Anônimo disse...

Ontem fui ao centro comercial resolver umas coisinhas qdo vi num camelô um "piratão! do DVD - "Cartas para Julieta". Me lembrei do que vc escreveu sobre este filme e levei pra casa. Hoje resolvi tirar uma tarde de preguiça, fechei os olhos para os serviços da casa, intermináveis, fiz uma bela bacia de pipoca e fui pro sofá confirmar sua indicação.
Menina, amei desde a trilha sonora, fotografia, ( uma viagem por lugares maravilhosos da Itália) a história em si realmente emociona,... a mim, porque aflorou antigas lembranças de um amor italiano que tive na adolescência ( lembro-me q estive com ele na sua casa, é claro q vc era criança) tenho certeza q a tia lembra-se dele. Ele nasceu em Verona, morou um tempo na Africa do Sul e veio adolescente com a família p o Brasil. Foi o primeiro grande amor, e o filme me levou a grandes recordações. Muito bom! Valeu minha tarde de preguiça! Obrigada. Ah, vc assistiu "Nosso Lar"? Bjo de Ligia

Ada disse...

Que gostoso prima!
Faz muito bem à saúde isso que você fez...deu-se de presente emoções, reflexões, imaginação, divertimento e a sensação de prazer sempre contida por causa dos afazeres..
Remoçou anos! Mesmo chorando por emoções que se perderam pela vida..(as minhas lágrimas reorganizaram meus sentimentos) Porque, na verdade, a gente também ganha com estas perdas. Ganhamos o que somos hoje: muito melhor que sempre!
Beijos