“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

27/03/2011

Carta de Jenny Scavinsky: Criei dois gatos lagartixeiros


Nome vulgar Gato Lagartixeiro. Felis Tigrina é o científico.
E a propósito, eu tive, ou melhor, criei um outro tipo de felino. Era um caso de gato lagartixeiro. Um sujeito, um caçador de pele de gatos do mato, matou a mãe desses gatinhos e soube pela população de Juazeiro que eu cuidaria bem dos bichanos. Não tinham nem os olhos abertos! Meu Deus que maldade!


Cuidei deles como uma mãe cuida do seu filho. Na ocasião existia um papel higiênico chamado Tico-Tico, era áspero e parecido com língua de gato. Pronto, sabia como fazê-los fazer xixi e cocô e estava resolvido o problema. Só faltava como dar alimento. Dai bolei uma coisa: meu filho estava com um ano e meio e sua madrinha Dra. Nilva Landi, daqui de São Paulo, deu-nos uma chuquinha que era uma mamadeira pequenina para dar chá para bebês e dai preparava o leite e dava à eles, era um casal.

Cresceram muito bem, Dr. Mozart médico (meu sogro) deu-me vitaminas para colocar no leite da mamadeira. Aos seis meses já estavam "adultos" e depois do almoço íamos tirar uma soneca e eles também, a fêmea se deitava do lado do meu marido e o machinho do meu lado agarrado no meu braço. Infelizmente tivemos que voltar a São Paulo, e demos os bichanos  para uma família conhecida.

Aqui fica uma parte da história da minha vida, depois tem mais...
Tem muita coisa para lhe contar, só espero que tenhas tempo.

Abs. Jenny.

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Nota minha:


Extinção do Gato-do-mato, Lagartixeiro

Ordem Carnivora
Família Felidae
Leopardus tigrina = Felis tigrina, Schreber, 1775



No interior de Pernambuco, seu nome vulgar de lagartixeiro faz referência à sua agilidade na captura de lagartixas. O padrão de cor da pelagem deste gato-do-mato é similar ao da jaguatirica, diferenciando-se pela presença de estrias transversais escuras na cauda e rosetas escuras circulares na porção lateral do corpo. 


Também são as mesmas as causas de sua ameaça à extinção: perda de hábitat e comercialização ilegal de sua pele.


Há poucas referências quanto a sua ecologia e comportamento e os dados disponíveis nos dão conta de que se trata de um animal solitário e noturno, cuja dieta inclui roedores e aves. Seu período de gestação dura entre 70 e 74 dias, produzindo uma prole de 2 a 4 filhotes. 


Apresenta uma ampla distribuição no Brasil, porém a variedade de ecossistemas em que é encontrado é maior. Sua ocorrência em Pernambuco foi registrada para: Recife (Parque Estadual Dois Irmãos) Caetés, Caruaru, Serra dos Cavalos, Araripina, Trindade, Ipubi, Ouricuri, Bodocó, Exu, Moreilândia e Serrita, Chapada do Araripe, Parnamirim (Fazenda Belmonte), Floresta (Serra do Arapuá) e Ouricuri (Caatinga de Baixa Verde).

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi Eliana, boa tarde, está muito quente aqui em Atibaia, vendo a foto do gato Lagartichero, me emocionei, fantastico, me levou para os idos de l964, quanta saudades daquele tempo, eu e Humberto eramos agarrados um ao outro, estavamos morando no chalet do Dr. Mozart meu sogro, eu tinha um bando de passarinhos, aprendi a atirar de espingarda, éra prevenção. Abração e até outra hora. Jenny