“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

30/04/2011

Tempo escuso



Os dias, meses passam.
As pessoas ficam por ai, 
Perambulando lembranças, 
Povoando pensamentos perdidos 
Em tarde de sol poente, 
Quente, laranja, na varanda. 
Meus amigos idos, 
Esquecidos, sumidos. 
Dou o ar da graça, sem graça 
Deixo um abraço, de aço 
Meu tempo escuso consome 
Alegria e ócio 
E levito entre ser e estar. 
As folhas balançam 
Por alí, caindo pelo outono 
E busco as palavras por aqui,
tenebroso inverno em minh'alma.

(Ada 30/4/2011)

3 comentários:

Anônimo disse...

INFELIZMENTE NÃO TEMOS SEMPRE O VERÃO OU A PRIMAVERA EM NOSSAS VIDAS...MAS Q OS INVERNOS TENEBROSOS SEJAM BREVES, PASSAGEIROS...Q COMO AS FOLHOS DO OUTONO SEJAM LOGO LEVADOS PELO VENTO!
BJO

lígia

Elenara Stein Leitão disse...

Desse meu também tempo escuso venho aqui marcar presença. Dizer que mesmo muitas vezes não aparecendo ou respondendo, cada palavra, cada mensagem que mandas é como um pontinho de luz na solidão que tantas vezes me ronda. Obrigada por todos esses momentos, por escrever, por não deixar de ser, por existir e principalmente por se importar.
Beijos

Anônimo disse...

Um de seus amigos idos, sumido, do mato, dá o ar da graça, sem jaça, mas grato. Pena que a ideologia empana o encanto que havia. Surjo no arrebol, incauto, ingênuo, em bemol. -Se soubesse que tu estavas tão triste, lhe dava presente de escol: amarrado em fitas verdes e mais fitas com raios-de-sol. ACAS em 26/06/2012 no prosa@poesia - Grabois.org.br http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=53&id_noticia=9166