“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

10/03/2012

E as poetisas que se mataram?

O anel de casamento de família
as fotos do álbum de couro
a receita do doce de banana
a carta do primeiro amor
a melhor transa
o reencontro com os amigos de infância
o almoço permeado de boas conversas
os diversos livros debaixo do braço.
Tudo perde seu valor
no segundo que não se acha mais sentido.
Mas por que será que a busca por objetivo não motiva?
Por que a tristeza profunda se enraíza,

onde já existiram tantas rosas 
sem espinhos?
Certamente há mais prazer nessa vida
Deve-se apreciar mais a simplicidade
E amar os breves momentos que nos fazem sorrir 
por um tempo indeterminado.
Não encontro justificativa para se deixar de existir
quando vejo que estar presente me torna sujeito das minhas pegadas,
e das que posso acompanhar, ajudar, ouvir, amar ao longo do caminho.

Carol, para Ana Cristina Cesar.

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