“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

01/08/2012

Agostos e desgostos

Muitos agostos, alguns desgostos.
Gosto de pensar que fui feliz
Restam poucos risos leves
Risadas com gosto.
Da crueza da vida,
ficou a síntese,
ficou aos poucos
dias sem graça, dias sem fim.
Estremeço no desgosto de mim.
Lembrei que há muitos anos
a quem amava, feri
que a mim feriu e me fez partir.
Poucos agostos pro tamanho do mundo.
Muitos desgostos pro tamanho de mim.
Agosto já foi de cachorro louco.
Em algum agosto já fui feliz...
Augustus! que venha enfim!

(Ada 1/8/2012)


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