“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

18/08/2012

Uma filha despediu-se de sua mãe

Casa No Campo by Elis Regina on Grooveshark

(Elis Regina foi a homeganem de Eloisa para sua mãe na cerimônia de cremação)

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O sol esteve radiante hoje, não é Eloisa? E você, respirando aliviada, porque o sofrimento da Mãe acabou, lidava com as providências, com as pessoas, com os cumprimentos, com os filhos, irmãs, amigos e emoções, e o cansaço infindo...

A grama esteve verde hoje, não é Eloisa? E você, caminhando nela em cortejo, numa despedida triste e dorida, porque a tão amada Mãe seguia, enfim, para o descanso merecido...

O tempo correndo rapidamente agora, não é Eloisa? E foi tão longo o caminho percorrido até aqui, que parecia não ter fim, mas ainda assim prematuro por tanto amor por amar e tanto riso por rir, e sem coragem de pedir: "fica!"... 

As lágrimas correram pranteando a saudade, não é Eloisa? E você, sorvendo o sal que duramente queima sua face, marcada pelo golpe da perda, longo tempo de lástimas e inconformismo...

A homenagem escolhida por você, para a despedida da Mãe foi magnífica, não é Eloisa? Ela esteve tão orgulhosa! A Branca, o núcleo da familia, teve sua missão cumprida deixando uma discípula que vai prosseguir seus ensinamentos de amar e acolher.

Vendo você, Eloisa, podemos concluir quão boa e querida era a sua Mãe. Sinto tanto... mas me alegro porque terás boas lembranças, junto aos seus e para contar aos netos!

Força!

(Ada 18/8/2012)

Eloisa e Ivani, amor de mãe e filha é forte demais!
Eloisa e Ivani, filha e mãe, mulheres fortes e lindas!

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