“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

11/05/2014

Mãe e filha e Mãe...

Mãe, em ciclos...

Mãe bordou muitas camisinhas de cambraia
e fraldinhas antes mesmo deu nascer. 
Depois lavou-as, e me banhou e me amou. 
Me fez nascer e me deu de mamar. 
Me educou, orientou, repreendeu. 
Me fez o que eu sou. 

Não importa se há afinidades, 
se segui meu caminho,
em mapas que ela não desenhou 
se trilhei estradas,
diferentes da que ela sonhou 
se a decepcionei...
ela sempre esteve alí, no seu posto magistral.

Não importa se ela também me decepcionou, 
ou criticou... 
se foi rígida, ou desatenciosa...
Se nos magoamos.
Nada disso importa: 
há um amor intrínseco entre mães e filhos, 
e nada pode separá-los. 
Quem sabe, temporariamente, 
enquanto passarinhos alçando seus vôos.. 

Há um ditado que diz: 
"o bom filho a casa torna".
Deveria existir outro:
"Mãe estará sempre de braços abertos".

Dias vazios esses, quando filhos saem do ninho negando suas mães...

Ada, 11/5/2014


Filha e Mãe


Mãe e filha

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