“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

12/08/2014

Minhocão: Sobreviveremos sem você?


Entre tantas discussões do derruba, não derruba, o Minhocão segue sendo - apesar de malamado - nosso cartão postal. Ele abriga tanta incongruência, distúrbios, desafetos, ao longo dos seus 43 anos, que podemos afirmar que a sua alma foi amaldiçoada. Mas há o ditado popular "quem ama o feio, bonito lhe parece" o que o coloca como parte da familia, desde então. Abrigou desde pixações belíssimas, mendigos, lixo, todos perenes, que não só os carros o possuem. Enraizou-se em nosso imaginário, ganhou vida e auto-estima. Virou paisagem. Aplacou a ira paulistana por ausência de ar e verde. Minhocão, estamos conformados com você, e agora, querem derrubá-lo. Sobreviveremos sem você? (Ada, 12/8/14)


Poema de Jeosafá. 
Fonte: http://amplexosdojeosafa.blogspot.com.br/

2 comentários:

Amplexos do jeosaFÁ disse...

Oi, Ada: E não vou sentir saudade, não. Imagina essa mesma imagem com uma avenida São João toda ajardinada, com iluminação noturna e prédios restaurados. Uma avenida-boulevard de dois quilômetros, com bares, lojas, cinema de rua! Vamos sonhar!

Eliana Ada Gasparini disse...

Sonhar é preciso! Mas todo poeta consegue dar vida e alma aos seus calos... inclusive no seu poema (lindo), trata-o como querido... não despreze a saudade que vais sentir dele, nosso Minhocão, que restará apenas em fotos um dia...