“Se deixou levar por sua convicção de que os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos.” (Gabriel García Márquez, em "O amor nos tempos do cólera")

20/04/2020

Medo que o céu caia



O céu já caía desde o princípio
Quando o homem nem o seria
Mas agora dourado pela fuligem
Dos tempos
Em que o homem dominou o fogo
Desde lá
Nada mais há 
que ele não se apodere
Até da estrela mais longínqua
Que brilha através de seus olhos e
Que sequer nasceu ainda...
Ada

2 comentários:

Amplexos do Jeosafá disse...

Céu de fuligem, mas dourado... A cor do céu desse poema compensa a queda.

Coisas de Ada disse...

Verdade. O por do sol em Sampa, enferrujado, sujo, mas é sempre lindo para os poetas!