27 de dez. de 2021
19 de dez. de 2021
12 de dez. de 2021
12 de jan. de 2021
A sedução e os poderes da Lua em Poemas para a Lua
A sedução e os poderes da Lua
Conheça um pouco mais sobre o e-book de estreia de Ada Gasparini, “Poemas para a Lua”.
A poesia e as ciências, embora tão opostas, são irmãs.
A Lua é satélite da Terra e a sua luz provém do sol. E a poesia de Ada Gasparini vai além do alcance dos olhos gigantescos da astronomia. E acrescenta: Os terráqueos giram em torno da Lua, atraídos pela força gravitacional de seu encanto e, se a luz solar nos enrijece os ossos, o luar é alimento da alma.
Desde os escritos rupestres, nossa espécie grafa os poderes e os fascínios que a lua exerce sobre nós.
Ada Gasparini, em Poemas para a Lua, seu e-book de estreia, revela mil faces dessa sedução e dimensiona a potência dos poderes lunares sobre os humanos.
São poemas, no geral, curtos: um, dois, três, numa mesma página. O leitor, a leitora, num só gole, os sorve como quem degusta vinho nobre.
Há paisagens esplêndidas, um encontro em molduras deslumbrantes, mas que, sem a Lua, é como se uma tragédia suprimisse das estações a primavera, como se lê:
“Um jardim sem lua?/ Não tem riqueza que sustente/ Tudo florido e verde/ Mesmo que estátua ostente/ É ela que o jardim deixa contente ”.
De tanto contemplar, a poeta se declara uma ladra… de Lua. Diante dela, a Lua, embora seja um acontecimento celeste corriqueiro, sempre reagimos como algo excepcional, fantástico. Quando a vemos, sobretudo cheia, nos esgoelamos como se estivéssemos anunciando a descoberta de um astro novo, como se vê:
“A Lua continua lá/ Desenhada com giz/ Na parede do céu/ decorei tanto sua geografia,/ Olhando-a de noite e de dia/ Que poderia dizer fui eu que fiz”.
Às vezes, em tom de zombaria, se diz que as/os poetas são alienadas/os que vivem no mundo da Lua. Da Lua se vê as atrocidades que ocorrem na Terra:
“Chove meteoros/ Esse monte de estrelas chove/ Chove luz da Lua pelos poros/Chove/ Chove escuridão também/Chove tiros de canhão/ Chove choro de criança síria/ Só falta chover amém. /Chove bomba em Paris/Chove lama tóxica em Minas/Chove lamento de pescador/Chove tartaruga por um triz/Chove tristeza e dor. /Chove indignação/ Só não chove na Lua/ Que Chove no meu coração”.
Acontece que quando os pesadelos furam os olhos dos humanos, quando as derrotas e as desgraças semeiam a desesperança, por mais que a Lua ovule sedução, somos incapazes de percebê-la e recebê-la. Quando assim se passa, a vida está sob ameaça:
“Meus olhos turvos, opacos/ não emanam sorrisos de Lua crescente/ Nem mistérios de Lua minguante/ Nem esperanças de Lua nova. (…) meu olhar não pode mais te contemplar”.
Mas, pelas leis do movimento, não há trevas que não passem, e nem mesmo a Lua que demore uma eternidade, numa madrugada qualquer ela retorna:
“Parece que a vida não tem Solução/ Mas sempre há luz no fim do túnel/ Basta ter calma e usar a razão/ É como olhar a Lua no céu/ Seja em que fase for/ Sua luz ilumina as ideias/ Sua beleza acalma o coração”.
Finalmente, a Lua é a centelha do amor e das paixões:
“Apoteose no crepúsculo!/ É a hora mais glamourosa do dia./ Invade a alma, incendeia a alegria/ Não é ruidoso feito o alvorecer/ Ou sonolento como o anoitecer. / É uma mistura de Sol e Lua/ que por dentro me deixa nua./ É hora de melancolia e mel/ Abelhas e borboletas se alvoroçam/ Da boca do estômago ao céu/ Uma paixão aflora e vem de dentro do mar/ Um vapor morno orvalha o corpo/ E acende a sede do amor amar”.
Poemas para a Lua – quando as iniquidades que nos afligem por vezes nos curvam a espinha ou nos aprisionam nas celas do desânimo – delicadamente, com as mãos macias, nos erguem o queixo, levantam nossos olhos e nos convidam a contemplar a Lua e dela receber energias, magias, encantos, para os prazeres e as batalhas da vida.
Serviço
Obra: Poemas para Lua
Autora: Ada Gasparini (Eliana Ada Gasparini)
Formato: E-book, 72 páginas
Editora Serra Azul Ltda. (www.editorasserraazul.com.br)
Preço: R$25,00
ou pela
31 de jul. de 2015
10 de jun. de 2015
Os becos da casa
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| corredor que deslizo sonada a lã das minha meias... |
18 de dez. de 2014
O ano está ficando velho
O ano está ficando velho. E eu também. Loguinho ele se vai, levando as boas e as más lembranças para não ofuscar aquele que nasce, com novo brilho e novas esperanças. Ele se vai e a qualquer hora me leva também. Mesmo sendo o mesmo brilho e as mesmas esperanças de sempre, elas se fortalecem ao longo dos anos. Sempre, ou até o fim dos tempos, do pequeno infinito que é a minha vida finita. (Ada, 18/12/14)
16 de dez. de 2014
Felicidade, felix, fêmea, fecundo
Em Latim, a palavra felix (genitivo felicis) queria dizer – originalmente – “fértil”, “frutuoso” (“que dá frutos”), “fecundo”. Mais tarde, por extensão metafórica de sentido, já que o que é fértil é também propício, favorável, felix tornou-se sinônimo de “afortunado”, “alegre”, “satisfeito”. A raiz de felix é indo-européia: *dhe(i) “amamentar” – que deu também, em L., as palavras filius, “filho”, fecundus, “fecundo” (sinônimo de fértil) e femina, “fêmea” (aquela que amamenta).
(Ada 14/12/14)
8 de dez. de 2014
Bouganvillea ou Primavera
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| Sob a luz da rua |
dorme á luz da rua.
Fosse eu ficava acordada
Contava as primaveras que vivi.
Juntava as flores que pari...
Não sei se ia querer ser cor-de-rosa.
Quem sabe roxa fosse mais feliz?
Dizem que o amor é uma flor roxa
E que nasce no coração do trouxa.
Isso foi outrora, onde inquieta vivi
Agora sigo calma
Sou dona do meu nariz.
(Ada, 8/12/14)
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| Sob a luz do sol |
4 de dez. de 2014
Norturno
junto com eles,
[são cinco agora].
Enquanto o sono não chega,
ficamos miando prá Lua quase cheia.
Ela [estridente de luz] acendeu o céu
e se refastela num ventinho morno de primavera.
Nos esgueiramos pelo quintal;
eu caçando sonhos e eles as lagartixas...
(Ada, 4/12/14)
6 de nov. de 2014
Proponho uma flor
que ainda persiste nas sociedades
do mundo inteiro,
proponho uma flor.
Poderia ser um cravo,
como foi na revolução em Portugal.
Não poderia ser jamais
uma rosa de Hiroshima...
(Ada, 5/11/2014)
30 de abr. de 2014
Poesia sem palavra alguma
Mas não precisa palavra
prá alma chorar ou rir,
Você pode apenas ouvir...
De Ushuaia a La Quiaca, Gustavo Santaolalla
3 de abr. de 2014
Quero o mar!
27 de mar. de 2014
Câmera lenta
Passos lentos me arrastam
pelas plataformas, escadarias
e resto do dia.
Pés pesados.
Enraizados no cimento esmigalhado.
Se demorar mais um segundo,
haverá um enraizamento profundo.
Nunca mais sairei daqui,
dali, do mundo. Pensei
na expressão “câmera lenta”,
mas alguma câmera registra essa lentidão?
A não ser meu olho-câmera?
fixo na sujeira das ruas,
chicletes enegrecidos colados ao chão,
contando ladrilhos,
olhando pro vão do tempo.
Esse cansaço das horas,
vez ou outra, busca um leito
e pede pra dormir.
Dormir em câmera lenta.
Dormir para sempre.
(Ada 27/3/2104)
11 de out. de 2013
Num dia que choveu
26 de ago. de 2013
Quintal, mundo sem fim
tem cheiro de musgo,
de sabão em pó.
brilho de coisa velha, coisa quebrada,
Quintal tem sabor de chuva,
vassoura cansada, assovios...
plantas úmidas,
samambaias de parede.
pregadores e crianças,
calmaria de caixa d água.
pé de limão, latido de cão.
pedaços de vidas e de labutas,
água fresca e boca seca, suor.
15 de ago. de 2013
Uma árvore que dá flor
Já foi uma árvore.
De quê, não sei.
Deu flor, deu fruto?
Vai saber...
Violentada,
Foi cortada, abandonada,
Sentiu a queimada.
Largada no tempo,
Envolta de mato e bicho,
terríveis cupins...
Sentiu o aço da serra,
Salivou seiva doce,
Sem comiseração.
Em junho ia virar fogueira.
Tive pena...
Abandonada na calçada,
[mais uma vez...
Na madrugada fria ela adormeceu.
Dia seguinte: Resgatei-a, com afeto.
Rolou por alguns metros e,
Hoje ela dá flor
no meu quintal...
(Ada, 15/8/2013)
10 de ago. de 2013
4 de ago. de 2013
Avesso do coração
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| Foto por dentro de um violão.. näher an der klassic die kammermusic der berliner philharmoniker by Orquestra Filarmônica de Berlim |
Parece dentro do peito,
Por dentro de um violão,
(Ada, 4/8/2013)
(Inspirada no filme "August Rush" ou "O som do coração")
16 de jul. de 2013
Foto feia me forçou falar éfes
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| Foto: Ada no transporte coletivo |
































