O tempo passa incólume pelos meus olhos, impregnado que está nas ruas que me levam para casa, todos os dias. Nem se apercebe de mim a espreitá-lo tristemente pela janela suja do metro, e depois do ônibus, e depois nos passos ritmados, e nos prédios velozes que brotam pichados ao fim dos túneis, nas pessoas aglomeradas no ponto de ônibus, ou apressadas cruzando buracos pelas calçadas, nos lixos em montanhas pelas esquinas mal iluminadas da periferia, nos bares barulhentos, nas favelas à beira do rio. Sigo meu caminho incapaz de reagir aos maus tratos que esse tempo causou à vida, e eles se acercam de mim, nos rostos, nos olhos e falas compactas, indecifráveis. Nos odores diversos que se revezam pelo caminho, nas luzes amarelas e nas notícias dos jornais. É tudo tão pisado, usado, repetidamente depredado... Preciso um respiro fundo. Nem sei de onde vem esse ar abarrotado há séculos dentro do peito. A vida toda passa nessa única hora que me leva para casa, todos os dias [como a triste canção de um filme] e são horas multiplicadas aos dias, e os dias multiplicados aos anos, e ao fio dessa vida, e desde quando eu nem haveria de existir. O tempo perdeu a conta, mas lá se foi mais um dia na dívida que ele tem comigo e com a humanidade. (Ada, 20/5/2013)
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20 de mai. de 2013
9 de set. de 2012
Manacá da Serra no meu quintal
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| Manacá da Serra do meu jardim #coisasdeada |
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| Manacá da Serra do meu jardim #coisasdeada |
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| Manacá da Serra do meu jardim #coisasdeada |
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| Manacá da Serra do meu jardim #coisasdeada |
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| Methona temisto ou borboleta do manacá |
Um Manacá de Serra está fazendo parte do meu jardim. Diria "jardim suspenso" pois as plantinhas estão em vasos. As flores rebentam em botões brancos, abrem-se branquinhas e vão "amadurecendo" tornando-se cor-de-rosa e por fim lilás. Numa mesma arvorezinha vê-se flores com três cores! Tenho Pitangueira; Mexerica Ponkan; Ficus; algumas orquídeas; violetas (na janela); Primavera da cor fúcsia; flores de maio de todas as cores; pimenteiras; samambaia; Ibisco; cravíneas; cactus, felicidade e até batata doce na água. Isso é a delícia de se ter um quintal, nem que seja "zinho", para receber beija-flores e abelhas.
Agora vou aguardar que as Borboletas-do-manacá, amarelas e pretas, as Methomas Themistos venham saborear da folha do Manacá. O nome destas lindonas já explica tudo: elas dependem do manacá para sobreviver, uma vez que só se alimentam das folhas desta arvoreta.
Essa borboleta tem, em média, 80 mm de envergadura, com asas transparentes. Esse detalhe e o seu próprio tamanho facilitam a sua fuga dos pássaros. Ela pode voar a grandes distâncias e juntar-se a outras populações da espécie.
Considerada uma das borboletas mais observadas no Brasil, o interesse por elas tem uma razão extra de ser: em sua fase de larva, dá para observar tudo, e o que é melhor, a uma altura equivalente à estatura humana. A crisálida (estado intermediário por que passam os lepidópteros para se transformarem de lagarta em borboleta), nas cores amarela manchada de preto, é encontrada sob as folhas da árvore e até nas imediações dela... vou aguardar esse espetáculo e venho aqui contar, tá? (Ada, set/2012)
5 de dez. de 2011
Como pregar um prego em parede dura
Sou quase um "Pereirão", a personagem da novela das nove que é uma "faz tudo" em casa, e ainda é chamada de "marida de aluguel". Tenho caixa de ferramentas, com furadeira e tudo. Muita coisa sou eu quem faz em casa, desde trocar gás, pintar uma porta, pregar um varal... Então, para os prendados, essa dica é FANTÁSTICA!
25 de nov. de 2011
Casinha térrea com telha de barro
Pois é. Casinha térrea com telhas de barro, telhado não muito novo será certo alguma goteira, um quintal pequenino mas é o universo numa casca de noz, o sol invade em retalhos sombreados pelas nuvens, ou não, o suficiente para dar cálcio aos nossos ossos e iluminar nossa janela, e suficiente para ver a Lua e as estrelas, receber sobrevôos de passarinhos e maritacas aos berros todas a manhãs e secar as roupas no varal.
Fica relativamente perto do Rio Tietê, o pobre Rio aviltado, e ali pertinho tem o Parque Ecológico do Tietê, que ainda não tive o prazer de curtir. As ruas do bairro são planas, cobertas com blocos, melhor que asfalto pois não fica escaldante e alguma grama nasce implorando em seus vãos. Comprar bicicleta está na listinha da vida que se pretende nova. A maioria das casas são térreas, todo mundo se dá bom dia. Na sexta-feira tem feira e a banca de flores fica quase na minha porta. Apesar de achá-la cara, me serve de frutas frescas praticamente “sem sair de casa”. O caminhão passa lavando tudo depois. Nunca se ouviu falar em assalto, mas as casas todas têm suas grades por tradição. Estou colocando uma também. É um bairro de periferia, fronteira com São Paulo, com o “fim” de São Paulo, abandonado pelos governos, sabe-se.
Agora, lá em casa, passamos por algumas dificuldades de
adaptação e a tranqüilidade abalada, porque os vizinhos dos dois lados estão
reformando e reconstruindo paredes. Tem
um pó invadindo-nos, e não é o de pirlim-pim-pim. A mangueira de água (nossa! isso existe!) ligada todos
os dias, é diversão na certa! E ainda dizem as más línguas que gatos não gostam
de água. A minha gangue de seis gatos - de lambuja um cachorro que pensa que é gato - corre para festejar, beber e pular o “rio” que deságua no ralo, para depois
bater as patinhas em tremeliques frenéticos e ficar um tempão lambendo-as para secar. A-do-ram água corrente, só para contrariar o dito popular.
A casinha recebe alguns pernilongos e mosquitos. Andei
colocando na tomada um repelente que emite ruído supersônico. A gente imagina
ser ensurdecedor para os insetos... mesmo assim, alguns passam pela barreira e
me vejo caçando, junto com os gatos. Anuncio com voz de alerta “bicho!” e todos
vêm me ajudar. Minha amiga Sandra me presenteou com velas de andiroba, comercializadas em sua loja Germinar.
As plantinhas ganharam sua liberdade. Nem sei como elas
cabiam na varanda de metro quadrado sombreada do apartamento. Parece que
dobraram de tamanho! A primavera está lotada de botões e prometo mostrar suas
fotos assim que se abrirem em púrpura. A pimenteira reviveu suas pimentas brancas e as violetas estão
brotando na janela da cozinha.
Gente, estamos curtindo a casinha sim, lembra casinha de
interior, e foi necessária essa mudança drástica de hábitos por diversos
motivos que um dia te conto. Passei a andar de ônibus e metro, (que é quase uma tragédia) mas sou vizinha
de minha mãe e durmo num silêncio delicioso, uma grande aspiração além do
quintal.
Dias melhores ainda estão por vir.
PS.: continuo devendo as fotos.
28 de out. de 2011
Sexta-feira é dia de feira
De casa nova! Dentro dela ainda predomina uma certa bagunça, tropeço em caixas e desperto. É a primeira semana e tudo é expectativa. Novos sons, novas luzes, os Gatos e Eu estamos aprendendo novas emoções que as novidades trazem.
Sexta-feira é dia de feira na rua de casa. O silêncio me fez pensar: “não teve feira hoje?” Abri a janela da rua e dei de
cara com uma banca de flores! O colorido das flores bem na minha porta
esboçou-me um sorriso e uma alegria. E as banquinhas de frutas uma ao lado da outra,
iluminaram a minha manhã. Bom dia! (Ada,28/10/2011)
18 de jul. de 2011
Flor de cerejeira mais um ano floriu em minha vida
Neste ano, as Sakuras, [que descobri ano passado] vieram mais intensas, num cor-de-rosa mais forte e em vários tons. Apenas seis delas são capazes de iluminar o caminho por onde passamos, transeuntes diversos na corrida dos afazeres, que cortamos a passos lentos, uns, e rápidos, outros, pela pracinha do bairro onde moro.
Sábado, 9 de julho de 2011 e o dia está radiante. Tudo brilha. Fora do Sol, a pele arrepia de frio. Percebi que o inverno em São Paulo pode ser sim, assim bonito. Há flores marcantes pelo meu caminho [que me abordam com tamanho carinho] sorvidas em todas as suas cores, formatos e perfumes por meus olhos sorridentes. Se encarregam de dar néctar às abelhas alvoroçadas. Borboletas visitantes de julho [como eu nunca fôra] e bem-te-vis afinados me acolhem e em dois dias, mais um ano também passará na minha vida, na nossa vida, na vida das cerejeiras. Elas vivem 100 anos... eu, talvez 80... mas o hanami será eterno em toda a sua existência. (Ada,18/7/2011)
8 de jun. de 2011
Ciclone em Sampa
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| Av. Sumaré. 7/6/11 o dia virou noite em Sampa. Ventos a 100km por hora |
Bom dia! Ontem tive um piriri, e Sampa um ciclone. Dormi mal na noite anterior, crise de asma e muito estressada com a empregada e a audiência de hoje cedo. Trabalhei de casa, porque pela internet é possível e sorte a minha! Uma ventania desproporcional começou seu açoite às 11h30 da manhã e quando as 18 horas chegaram, uma feroz tempestade (que hoje soube foi um ciclone tropical) eclodiu em ventos e filetes de água cortante, e sua violência explodiu o gerador de energia da rua. Vi os raios da explosão iluminando o céu empretecido e dava para ouvir o grito dos curtos circuitos em choques "dzizdziz" ecoando do poste.
Sem luz alguma, apenas com a bruxuleante da vela, me deitei no sofá da sala abrigada pelo cobertor e fiquei medrosa observando o tempestade que açoitava a janela ferozmente. Adormeci. Adormeceram os bichinhos. Onze da noite, a vela se acabou, sem energia, fui cambaleante, tropeçando na escuridão que não se desviava de meu caminho, me entoquei na cama feito uma ursa em hibernação e acordei hoje, às 6 da matina, com 12 horas completadas de bom sono, o dos justos.
Saí muito cedo hoje, prevendo o caos pela cidade, não podia me atrasar no forum. Pelas ruas nunca se viu tantos guarda-chuvas destroçados, virados do avesso, esmigalhados pelas calçadas. Um festival de xadrezes e listrados coloridos, soldados que perderam a guerra com suas espadas metálicas retorcidas. Bem que diz o ditado: "depois da tempestade vem a bonanza", porque o céu azulíssimo, recém pintado de anil, sua tinta fresca faxinou a bagunça que a tempestade fez. O sol exuberou luz e invadiu claridade nas ruas geladas. Bom dia! Que lindo dia! A natureza está pedindo desculpas! Danem-se os faróis apagados, as árvores caídas, e as notícias que virão no decorrer do dia anunciando a catástrofe. Será uma feliz quarta-feira. (Ada 8/6/2011)
15 de mai. de 2011
2011 está uma trovoada
Quando comecei a escrever esta história, estava bem cética quanto aos acontecimentos de 2011. É porque ele mostrou a que veio e assim que nasceu colocou sua cara feia num porta-retrato exibindo um sorriso azedo e mal encarado. Mas depois, fui vendo que a sorte também se impõe e intercala bons agouros, e que nem tudo pode estar perdido. Então, refiz a história com um misto de bons e maus acontecimentos. Escolhi pincelar otimismo mesmo com as trovoadas predominando. Diga-me você, para que lado ela penderá?
2011 não está razoável. Um drama! A mim tem atropelado o tempo todo! Entrei o ano com a mão infeccionada pela unhada da gata da filhota, a Tina. Bem no réveillon! A praia nunca foi tão mal aproveitada! Que férias se pode ter com tanta dor, remédios e noites mal dormidas? A cura da infecção andou a passos de tartaruga e ainda hoje, cinco meses passados, ainda sinto o tendão fisgar.
Mas, pela televisão, viu-se uma tragédia ainda maior para o povo de Petrópolis, morrendo e desaparecendo nas violentas chuvas e enxurradas, em avalanches dos morros. Convivemos no mês de janeiro com tanta noticia triste. Lembro-me vivamente daquela mulher sendo salva do telhado de sua casa, içada por uma corda, em meio à violenta enxurrada e seu cachorrinho escapou dos seus braços. Chorei copiosamente. Meu machucado era fichinha...
Continuei cheia de problemas desde a unhada, o ano segue bem tumultuado. A empregada, com seis meses de gravidez indesejada entrou de licença e desde o dia 1º de fevereiro levanto muito mais cedo para cuidar da casa e dos bichos, mesmo com minha hérnia de disco a todo vapor, anunciando que precisa ser operada. Nem pensar! Vou administrando as dores como posso. A boa noticia é que estou fazendo pilates e também emagreci um bocado, e isso, mais as caminhadas intercaladas em algumas manhãs, estão me ajudando com as dores. E a asma deu trégua! Viva! A sorte também mostra seus dentes!
Num trânsito infeliz, bati o carro, logo em janeiro, e o cara que entrou na minha porta, fugiu. Amassou de leve, mas sabe como é conserto de carro e quanto vai custar? Estou dirigindo com ele batido mesmo. E como a sorte ronda, a batida foi fraca e ninguém se machucou.
Na mesma semana da batida, quebrou a bomba de gasolina e isso, segundo o mecânico, era um risco grande que poderia causar uma explosão do carro devido ao vazamento de gasolina. Lá foi uma grana! Sem contar que este mês tem despesas extras como IPVA, IPTU, DPVAT, Licenciamento, Inspeção veicular, e em maio vence o seguro. Mas a sorte novamente sorriu e escapei de um acidente mais drástico. Já pensou no carro explodindo?
Não contente, quem explodiu foi minha TV. Dia 21 de janeiro ela literalmente deu um estouro que os gatos correram para debaixo da cama e eu quase infarto de susto! Mais grana e transtornos, porque sem TV ninguém merece! Foram 15 dias para consertar! Onde vamos parar com estes serviços de péssima qualidade?
Uma mesa de vidro espatifou-se na cozinha de casa, no dia seguinte ao estouro da TV. Quase infarto quando a empregada liga no trabalho, aos prantos, para contar a tragédia. Ela chorava mais do que explicava. Pensei em todas as catástrofes do mundo! Mas nada aconteceu com ela. Não se machucou e nem o bebê nasceu precipitadamente, apenas o susto.
Isso tudo é porque eu disse que ia vender o carro e vender o apê, para economizar, saindo do condomínio caro e indo morar mais perto do trabalho. Precisava de toda grana possível para esse negócio. Daí, deu a louca no mundo e os imóveis dobraram de preço! Fora o incômodo entra e sai de compradores e os decepcionantes apartamentos à venda. Estressante! Desisti do projeto.
Minha tia Alice faleceu em 3 de março. Ficará em minha lembrança a sua doce expressão de bondade. Tia querida e amada. Vou me lembrar da interessante convivência dos pássaros “anús brancos” que participam com os coveiros na abertura e fechamento do túmulo em busca dos insetos que dali escapam. Parecem aves carpideiras que com seu canto agudo choram a morte e vivem por causa dela. Esse sim foi um episódio triste, porque como diz minha mãe: “tudo tem jeito, só não há solução para a morte".
Daí, veio o terremoto na Espanha. E antes, o terremoto no Japão e o vazamento da usina nuclear. E depois o assassinato do Bin Laden. E eu com isso? Ah, são coisas que me dão espasmos.
E hoje, 14 de maio, me chega uma intimação da delegacia do trabalho. A minha empregada "mui amiga até ontem" me botou no pau! Desta feita, sem entender direito, ainda estou sem respirar...
Ainda virá julho, que é quando dizem a gente entra no inferno astral do aniversário. Acho que não vai dar para fazer a tal festa que planejava juntar meus amigos nas minhas 57 primaveras que acontecem no inverno!
Esqueci alguma coisa?
XÔ 2011! Eu quero que você passe depressa!
Sigo firme, tentando confiar no sorriso da sorte e, como o tempo tem passado rapidamente, logo virá 2012 e ele será esplendoroso! Ao menos escrevendo posso dar um final feliz para a minha história! E que após a tempestade vem a bonanza, e que eu não seja Ésquilo (525-455 a.C.), considerado o criador da tragédia...
7 de mai. de 2011
A Frase do sábado
"Ainda bem que euzona Renata VS vivo no mundo da ficção, porque viver essa São Paulo com o coração entupido de realidade é totalmemente Over da Silva."
http://www.eraumaveznomeubairro.blogspot.com/
Assino embaixo.
http://www.eraumaveznomeubairro.blogspot.com/
Assino embaixo.
25 de jan. de 2011
Entrando 2011 com a mão direita!
Minha mão direita ainda está inflamada, a concentração agora é sobre um tendão, acima do dedo médio, afetado pelo gatázio da Tina. Todos sabem que unha de gato é cruel. Mãos são delicadas e difíceis de sarar, com pouca carne e um monte de enervações e tendões, é região complexa de regeneração, enfim: Tina me pegou de jeito! Uma unha em anzol e cheia de bactérias entrou por baixo do tendão e enganchou-o violentamente, tanto que esta sua unha quase foi arrancada, ficando literalmente pendurada e sangrando. Gatesco!
Dia 30 de dezembro, feliz da vida, acabamos de chegar à praia - tá certo que muita chuva estraga e dá-lhe chuva - mas é bom sair de casa e da cidade para as festas de fim de ano. Tina, a gata siamesa de Mayra, fugiu pela porta do apartamento e desembestou-se escadaria acima. Me precipitei atrás dela e a agarrei pelas costas. Qual o quê, assustou-se, virou-se rapidamente, como só os gatos o sabem fazer, e fez gatezas, me atacou com unhas e dentes com a mesma vontade com que a agarrei. Confesso que a assustei, mas que luta desigual! Tragédia total às vésperas do ano novo!
Um coquetel de antibióticos e anti-inflamatórios me acompanharam nos brindes de feliz ano novo, enquanto todos tomavam champagne... Para ajudar, sou alérgica e minha mão inflamou inteira, ficou do tamanho de um pão italiano fumegante que acaba de sair do forno.
O antibiótico receitado não funcionou e depois de 4 dias foi trocado e só então começou a fazer efeito, lentamente, doloridamente. Nada de sol, nada de mar, nada de nada, só umas nesguinhas e uma ducha de água fria quando o sol resolvia aparecer – e foi bem pouco – no mais, muita compressa com bolsa de água quente. Comprometidos, quaisquer movimentos com a mão direita incomodam, incluindo o braço que ficou pesado, e só consigo gatimonhas...
Passados 10 dias, a mão parou de drenar e a inflamação não cedeu. Tive que enfrentar uma lancetagem à sangue frio, já que a anestesia não funciona nestes casos. Urrando no Pronto Socorro, as mãos da minha filha foram meu consolo. Apertava-as do fundo da alma, para tapear a dor ensurdecedora e opressora. Prestes a desmaiar, descobrimos então que um dos tendões fora afetado.
Espremida feito um limão foi feita uma raspagem na área afetada. Às lágrimas eu confessei que pressentia que dali nasceria um “alien” e que não seria de parto normal... nem sei como pude brincar numa situação destas!
Passados 15 dias, num melhora e não melhora, de volta à Sampa lá vai uma benzectacil na bunda, para a coleção da temporada. E mais um prazo de 3 dias, caso não sarasse, seria internada para antibióticos na veia!
Todos os “furos” das unhadas (uns seis pelo menos) cicatrizaram, mas aquela unhada especialmente foi a grande vilã. Meu dermatologista me lascou um Duotril no braço que ainda vai agir por mais 15 dias e mais massagens com uma pomada que completa a conta na farmácia. Já melhorou muito, mas longe de ter sarado.
Hoje completaram 26 dias de convivência com esta inflamação. E na bagagem de volta pra casa, uma sacola de medicamentos! Já voltei ao trabalho, mas ainda lido com a área afetada que permanece num lindo tom lilás e meus movimentos com o dedo médio, principalmente, estão prejudicados. Amanhã tenho nova consulta.
Ah! E a Tina como vai? Sua unha não dói mais, mas continua fora de lugar. Nossa relação não foi abalada, verdade! Ela dormiu em meu colo todos os dias, e a sensação é de que só vou sarar quando ela sarar... coisa de gato e gateiro...
Bem vindo 2011!
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| Tadinha da minha vó... lasquei-lhe as unhas! |
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| Mas olha como sou boazinha! |
30 de nov. de 2010
Quem nasce no Morro do Alemão não diz
"Quem nascia no Morro do Alemão nunca dizia." Isso foi o comentário da jornalista da Globo, agora pela manhã, dizendo que a auto estima daqueles cariocas melhorou. Ainda não dirá, penso eu! Ou você crê no espetáculo do noticiário exibindo o exército e a Bandeira Brasileira fincados no alto da favela, a que chamam de Complexo? Complexo.
O tráfico dominou os morros porque o abandono ali é total. Mas, expulsando os traficantes, o quê mesmo vai “voltando ao normal” como insistem os jornalistas? A miséria? A discriminação? A falta de dignidade? A mídia esconde por debaixo desta operação de guerra, a verdadeira face do problema. Como se, colocar o exército nas ruas resolvesse na marra o fim do banditismo e a disseminação da paz.
Eu quero é saber da inclusão social dessa gente brasileira! Eu quero é saber o que gerou e sustenta essa geração de bandidos. Eu quero é saber das escolas, da saúde, do emprego, da moradia e transporte, da cultura e do lazer desse povo excluído de tudo. Quando isso tudo "invadir" os Morros do Rio a paz de fato reinará.
E para completar a manhã espetaculosa, Ana Maria Braga abre seu programa com o hino de 1970: “90 milhões em ação, prá frente Brasil, salve a seleção!” Me arrepiei! Vá de retro satanás! Será que que com a ação do exército no Morro baixou o saudosismo da Globo pelo regime militar nas ruas?
O tráfico dominou os morros porque o abandono ali é total. Mas, expulsando os traficantes, o quê mesmo vai “voltando ao normal” como insistem os jornalistas? A miséria? A discriminação? A falta de dignidade? A mídia esconde por debaixo desta operação de guerra, a verdadeira face do problema. Como se, colocar o exército nas ruas resolvesse na marra o fim do banditismo e a disseminação da paz.
Eu quero é saber da inclusão social dessa gente brasileira! Eu quero é saber o que gerou e sustenta essa geração de bandidos. Eu quero é saber das escolas, da saúde, do emprego, da moradia e transporte, da cultura e do lazer desse povo excluído de tudo. Quando isso tudo "invadir" os Morros do Rio a paz de fato reinará.
E para completar a manhã espetaculosa, Ana Maria Braga abre seu programa com o hino de 1970: “90 milhões em ação, prá frente Brasil, salve a seleção!” Me arrepiei! Vá de retro satanás! Será que que com a ação do exército no Morro baixou o saudosismo da Globo pelo regime militar nas ruas?
25 de nov. de 2010
17 de nov. de 2010
Os Docinhos se foram!
Os Docinhos se foram !
Seus novos donos vieram buscá-los dia 15 e foram momentos tensos para todos. Um a um foi sendo levado. E no fim do dia não me faltou um choro sentido e soluçado. Ficou um vazio e muita saudade daqueles a quem vi nascer madrugada a dentro e acompanhei cada centímetro de crescimento e evolução, cada miadinho e estripulia de filhote sadio. Foram 3 meses. Costumava dizer que tinha uma gang doce aqui em casa! Ficou-me a Docinho mãe. E que mãe! A miúda sempre cheia de atenções e cuidados, extremamente carinhosa com a cria. Foi um presente ela ter cruzado meu caminho com os docinhos na barriga. Para mim, uma experiência maravilhosa de vida. Uma lição de paciência e amor que aprendi. Agora é esperar que eles se adaptem aos novos lares e recebam muito amor. E sigam suas vidinhas de gato feliz. Vou deixar um apelo: não se esqueçam de me mandar noticias! Mãe é uma só!
18 de ago. de 2010
Sampa e sua gente
Gosto muito do "Cinema de Rua". Taí uma coisa que eu gostaria de fazer...
Ontem à Tarde from Cinema de Rua on Vimeo.
Ontem à Tarde from Cinema de Rua on Vimeo.
5 de ago. de 2010
Fatalidade
Tetraplégico. O rapaz jovem, talvez 25 anos, explicava sorrindo ao amigo como prender o cachecol ao seu pescoço. Na cadeira de rodas, esperava pacientemente que o vestissem, casaco e luvas. Simpático! Acabara de realizar seu exame de eletromiografia. Está bem frio hoje, e este exame que ele (e eu) fizemos, mede a sensiblidade dos nervos e músculos, e é nada agradável. Uma sessãozinha básica de tortura, digamos assim, já que a medição é feita através de choques e agulhas nos braços, mãos e pernas.
E durante a minha sessão o médico comenta a situação deste rapaz que acabara de ver sair e me desejar boa tarde. Ele foi jogador de futebol. Atleta. Num belo dia ele fez o gol que deu a vitória ao seu time, num campeonato acirrado. Seus companheiros, na ânsia de comemorar e agradecer-lhe o gol, e como sempre fazem os jogadores entusiasmados, pularam todos de uma vez sobre ele. Quebraram-lhe a cervical...
Notícia besta, eu sei, mas já é noite e ainda estou tocada com esta fatalidade estúpida.
E durante a minha sessão o médico comenta a situação deste rapaz que acabara de ver sair e me desejar boa tarde. Ele foi jogador de futebol. Atleta. Num belo dia ele fez o gol que deu a vitória ao seu time, num campeonato acirrado. Seus companheiros, na ânsia de comemorar e agradecer-lhe o gol, e como sempre fazem os jogadores entusiasmados, pularam todos de uma vez sobre ele. Quebraram-lhe a cervical...
Notícia besta, eu sei, mas já é noite e ainda estou tocada com esta fatalidade estúpida.
17 de jul. de 2010
Doceria Docinho
Dia 4 de julho Docinho ganhou um lar. Mas não é assim que começa a história desta gatinha adolescente. Antes disto, já havia uns 10 dias em meados de junho, Docinho perambulava pelo jardim do prédio. Vi-a de longe perdida, morando ao relento e comendo insetos para sobreviver. Acuada entre a avenida - onde os carros são ameaçadores - e os muros muito altos, ela não tinha para onde ir.
Foi num sábado à noite que ela resolveu se jogar de barriga para cima, aos meus pés. Na garagem do prédio foram olhos nos olhos. Os dela são feito dois bagos de uva itália madurinhas, daquelas expostas em barraca de feira, úmidos e adocicados, daqueles que atraem abelhas. Seguiu-me até o carro, trançando entre minhas pernas, miando-me seus problemas de fome e frio, carente de cafuné, como se me conhecesse há muito. Com o coração trincado justifiquei “Não posso falar com você agora! Estou atrasada!”. Ficou sentada ao lado do carro olhando-me compenetradamente, como se me entendesse e ali ficou, sem susto, enquanto o carro partia.
Domingo pela manhã, ao abrir a janela pude vê-la deitada na grama do jardim. Vou levar ração e água e veremos. Docinho devorou tudo, sem mastigar. Uma fome milenar embutida na parede do estômago! Miúda e ronronenta agradeceu-me eternamente. Acariciando-a pude perceber seus ossos salientes de magreza. Seu pelo preto brilha e sua orelha direita foi rasgada por brigas de telhado da época do cio. Lá ficou fazendo a digestão debaixo do pé de azaléia, contrastando com a grama seca do inverno. Pintada de Preto e Branco, tem a boca desenhada imitando falsos bigode e barbicha. Dormiu o dia todo, de barriga cheia, ao sol e de vez em quando pude espiar da janela e vê-la correndo atrás de borboletas.
A noite deste mesmo domingo de julho caiu gelada. Um sereno desceu rapidamente compactando o vapor que subia do cimento. Eu, que já andava o dia todo pensando-a e espiando-a, tive um palpite, desço e chamo-a e se ela vier, é porque ainda me espera pacientemente.
Dizem que os gatos é que escolhem seus donos e sou uma destas, já que tenho certeza deste fato. Bastou entrar no jardim, no meio do buio e do nada, ela surge miando-me “olá você veio me buscar! obrigada pelo almoço! mas ainda tenho fome! e tenho frio!”. Docinho aninhou-se no meu colo, e confiou plenamente em mim. Depois, confiou no meu cão Caillou e nem ligou para todos em casa, aceitou tudo de bom grado, a almofada e o prato sempre cheinho de ração e água. O rabo esticado feito antena sinaliza sua felicidade. E amassa charmosamente a massa de pão. Parece até que sempre viveu aqui conosco.
"Mas sua barriga está redonda demais! Vamos ao veterinário saber de sua saúde, tudo bem?" "Sim, sem problemas!" E andou de carro, deixou a médica apalpá-la, fizemos um ultrassom e, adivinhem? A doutora disse que teremos uma Doceria! Docinho está recheada feito um ovo de páscoa! Tem cinco bombonzinhos de quatro centímetros com os coraçõezinhos aos saltos. Ora, ora, nascem a partir de primeiro de agosto!
A história de Docinho, não saberei contá-la inteira. Mas uma coisa a gente pode ter certeza, é que a vida que vale é a que começa agora, a cada novo dia, todos os dias. Para Docinho eles serão muito melhores.
Já vou logo anunciando a inauguração, em breve, da Doceria Docinho para quem quiser adotar gatinhos! Assim, esta história poderá continuar rica de amor por fofos gatinhos. Quem se habilita?
Foi num sábado à noite que ela resolveu se jogar de barriga para cima, aos meus pés. Na garagem do prédio foram olhos nos olhos. Os dela são feito dois bagos de uva itália madurinhas, daquelas expostas em barraca de feira, úmidos e adocicados, daqueles que atraem abelhas. Seguiu-me até o carro, trançando entre minhas pernas, miando-me seus problemas de fome e frio, carente de cafuné, como se me conhecesse há muito. Com o coração trincado justifiquei “Não posso falar com você agora! Estou atrasada!”. Ficou sentada ao lado do carro olhando-me compenetradamente, como se me entendesse e ali ficou, sem susto, enquanto o carro partia.
Domingo pela manhã, ao abrir a janela pude vê-la deitada na grama do jardim. Vou levar ração e água e veremos. Docinho devorou tudo, sem mastigar. Uma fome milenar embutida na parede do estômago! Miúda e ronronenta agradeceu-me eternamente. Acariciando-a pude perceber seus ossos salientes de magreza. Seu pelo preto brilha e sua orelha direita foi rasgada por brigas de telhado da época do cio. Lá ficou fazendo a digestão debaixo do pé de azaléia, contrastando com a grama seca do inverno. Pintada de Preto e Branco, tem a boca desenhada imitando falsos bigode e barbicha. Dormiu o dia todo, de barriga cheia, ao sol e de vez em quando pude espiar da janela e vê-la correndo atrás de borboletas.
A noite deste mesmo domingo de julho caiu gelada. Um sereno desceu rapidamente compactando o vapor que subia do cimento. Eu, que já andava o dia todo pensando-a e espiando-a, tive um palpite, desço e chamo-a e se ela vier, é porque ainda me espera pacientemente.
Dizem que os gatos é que escolhem seus donos e sou uma destas, já que tenho certeza deste fato. Bastou entrar no jardim, no meio do buio e do nada, ela surge miando-me “olá você veio me buscar! obrigada pelo almoço! mas ainda tenho fome! e tenho frio!”. Docinho aninhou-se no meu colo, e confiou plenamente em mim. Depois, confiou no meu cão Caillou e nem ligou para todos em casa, aceitou tudo de bom grado, a almofada e o prato sempre cheinho de ração e água. O rabo esticado feito antena sinaliza sua felicidade. E amassa charmosamente a massa de pão. Parece até que sempre viveu aqui conosco.
"Mas sua barriga está redonda demais! Vamos ao veterinário saber de sua saúde, tudo bem?" "Sim, sem problemas!" E andou de carro, deixou a médica apalpá-la, fizemos um ultrassom e, adivinhem? A doutora disse que teremos uma Doceria! Docinho está recheada feito um ovo de páscoa! Tem cinco bombonzinhos de quatro centímetros com os coraçõezinhos aos saltos. Ora, ora, nascem a partir de primeiro de agosto!
A história de Docinho, não saberei contá-la inteira. Mas uma coisa a gente pode ter certeza, é que a vida que vale é a que começa agora, a cada novo dia, todos os dias. Para Docinho eles serão muito melhores.
Já vou logo anunciando a inauguração, em breve, da Doceria Docinho para quem quiser adotar gatinhos! Assim, esta história poderá continuar rica de amor por fofos gatinhos. Quem se habilita?
8 de jul. de 2010
4 de jul. de 2010
Hanami, ou Olhar Flores, ou 花見
Tem cerejeiras no meu bairro!
Hoje pratiquei o Hanami! Roubei as imagens das flores da cerejeira para lembrar e compartilhar a emoção de contemplá-las. Estão bem pertinho de casa, nas praças do Pão de Açúcar e da Igreja Seixo No Ie, no Jabaquara. Várias outras, encontrei no clube da Vila Guarani. Em julho o céu é especialissimamente azul e o contraste com o cor de rosa das flores das cerejeiras, são uma obra de arte da natureza!
É só buscar com olhos de amor e poderemos encontrá-las carregadinhas de flor por aí, assim que a vir, logo a reconhecerá. Nesta região se concentra uma colônia japonesa, e onde há um japonês, há de ter a Sakura, árvore símbolo da sua terra.
Hanami ou Olhar Flores
Hanami é o ato contemplativo de “olhar as flores”, mas não basta simplesmente olhar, há que ver com olhos do coração. A florada acontece no inverno e por durar pouco tempo invoca reflexões sobre a transitoriedade da vida, coisas da cultura milenar japonesa, mas que qualquer um pode refletir.
Sakura Matsuri, a festa
Não é à toa que o povo japonês faz festa, chamada de Sakura Matsuri, quando as cerejeiras estão plena de flores, o espetáculo da florada é tão emocionante que temos a sensação de estar num paraíso cor de rosa. Tudo fica impregnado de uma claridade suave, borboletas e abelhas. Nossos olhos se enchem de alegria calma.
Espetáculo à parte o Bosque das cerejeiras
Em 2008 tive a felicidade de conhecer o Bosque das Cerejeiras no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo. A festa ocorre no mês de agosto e nesta época, fim de inverno, início de primavera, as cerejeiras soltam suas folhas ao sabor do vento que sopra as delicadas pétalas espalhando-as num belíssimo espetáculo. Forram o chão criando um tapete tão lindo que a gente tem até pena de pisar. Espetáculo imperdível!
O Bosque das Cerejeiras, desde abril, está ganhando mais 800 mudas de várias espécies que se juntarão às 1500 árvores que já vêm sendo plantadas há 30 anos pela colônia japonesa. Serão 2.300 pés de cerejeiras em flor!
Se você não tem vizinhos japoneses, portanto cerejeiras ao seu alcance, recomendo ir ao Sakura Matsuri do Parque do Carmo, em Itaquera, zona leste de São Paulo, praticar o Hanami. Em agosto de 2010 será realizada a 32ª edição da festa. Confiram!
Fotografei as minhas vizinhas, um oásis nesta cidade grande.
Ada, 4/7/2010
10 de jun. de 2010
O resgate de um cão ou duas mulheres que iam se jogar da ponte?
Entre tantas mensagens que recebo por email sobre cães e gatos abandonados na cidade de São Paulo, esta sem dúvida é bastante engraçada. Retrata bem a mobilização das protetoras e as aventuras por que passam diariamente para salvá-los!
De Fran e Luna, para Valdete:
Oi Valdete! Boa noite.
Estou dando comida para um cachorro que está preso em um bueiro perto da minha casa. Já chamei os bombeiros para resgatá-lo e nada! E também já tentei tirá-lo e não consegui. Você sabe de algum filho de Deus que pode salvar ele ou ela, pois não dá pra saber o sexo. Já faz uns 12 dias que to levando comida e água e se por vontade de Deus eu conseguir tirar esse cachorro do bueiro você tem como me ajudar arrumando um lar pra ele ou ela? Tirei uma foto dele.
Beijos
Fran e Luna
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De Valdete para undisclosed-recipients
AJUDEM A SOCORRER UM CÃO NO BUEIRO!
Protetoras que moram na região de Interlagos, Autódromo ou Cidade Dutra: existe um animal preso em um bueiro entre a Av. Interlagos e Av. das Nações Unidas.
A Fran deixou um número para quem quiser saber a localização e ajudá-la no resgate.
Ele está muito assustado, pois onde está, é um bueiro logo após a fábrica da Avon e entre a Nações Unidas e a Interlagos, existe uma pequena ponte sentido autódromo de Interlagos.
O bueiro fica em cima da ponte e é muito barulhento. O cão fica bravo, mas quando a gente coloca a comida vem logo. Eu estou em casa podem me ligar.
Valdete
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De Rita de Cássia para Monica
Monica, a Claudia e Eu, da Rede Bichos, o resgatamos com um pedaço de carne que consegui no restaurante onde eu almoço. Ele entrava no buraco, mas com a carne veio comer na mão. É um doce de animal e está indo para a clínica da Dra Silvia.
No momento precisa de um lar temporário pois a Claudia também não tem onde deixá-lo, por isso precisa muito de ajuda até a doação.
O cão veio conversando com a gente e dando muitos e muitos beijos. Está desnutrido, muito magro.
As fotos só consigo postar amanhã, mas a Claudia talvez coloque hoje. Ele agora precisa de um lugar para ficar. Ele estava assustadíssimo, até fez cocô quando saiu e entrou do carro.
E você acredita que depois do resgate, eu voltei para pegar um almoço e simplesmente me assustei, pois tinha uns dez carros de policia procurando duas mulheres que iam se jogar da ponte? Ligaram para delegacia e falaram isso!
Rita de Cássia
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De Monica, para Rita de Cassia e para undisclosed recipients
O cão dentro do bueiro foi resgatado pela Rita e Cláudia.
Elas não têm como assumir o bichinho e nem eu. Por favor, quero saber se todos que se propuseram a fazer vaquinha e ajudar continuam querendo. Pois, além da clinica veterinária, se ele não conseguir lar temporário, terá que ir para um hotel.
Mas o final desta história é muito engraçado! Rita me desculpe, mas eu ri com vontade.
Mônica
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De Ana Paula para todos
O pobre cão foi resgatado. Agora a Claudia e a Rita precisam de ajuda!
Graças a Deus porque vai chover e o pobre animal iria morrer afogado.
Ana Paula
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Agora, resta saber se a confusão em cima da ponte, que juntou dez policiais, e deve ter juntado dezenas de curiosos, onde tinha um bueiro, que estava entocado um cachorro e que duas mulheres iam se jogar, foi a responsável pelos 135 km de congestionamentos na cidade de São Paulo e se vai sair na página de algum jornal!
Seria trágico se não fosse cômico! Mas é preciso dar parabéns a estas guerreiras dos animais!
Seria trágico se não fosse cômico! Mas é preciso dar parabéns a estas guerreiras dos animais!
Vejam o cão sortudo:
27 de mai. de 2010
Minha vida é um equívoco, cheia de equívocos
1- Equívoco: que pode ter mais de um sentido, de uma interpretação; ambíguo, que é difícil de classificar, que dá origem a julgamentos morais diferentes; dúbio, duvidoso, que desperta suspeita(s) que, embora apresente um único significante linguístico, pode ser entendido em dois ou mais sentidos diferentes (diz-se de um conceito propositalmente polissêmico no interior de uma determinada doutrina filosófica), efeito de equivocar-se; engano, erro, interpretação ambígua.
2- Equivocar: confundir(-se) a respeito de; ter impressão errônea de; cometer engano, errar; enganar(-se); ter aborrecimento; aborrecer-se, irritar-se.
3- Equivocado: que se equivocou, que cometeu um engano; errado
4- Equivocação: equívoco em ter ou considerar uma coisa por outra; engano.
5- Equivoquista: pessoa que comete equívocos ou que aprecia equívocos de linguagem.
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