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7 de set. de 2021

12 de jan. de 2021

A sedução e os poderes da Lua em Poemas para a Lua

A sedução e os poderes da Lua



Conheça um pouco mais sobre o e-book de estreia de Ada Gasparini, “Poemas para a Lua”.

A poesia e as ciências, embora tão opostas, são irmãs.

A Lua é satélite da Terra e a sua luz provém do sol. E a poesia de Ada Gasparini vai além do alcance dos olhos gigantescos da astronomia. E acrescenta: Os terráqueos giram em torno da Lua, atraídos pela força gravitacional de seu encanto e, se a luz solar nos enrijece os ossos, o luar é alimento da alma.

Desde os escritos rupestres, nossa espécie grafa os poderes e os fascínios que a lua exerce sobre nós.

Ada Gasparini, em Poemas para a Lua, seu e-book de estreia, revela mil faces dessa sedução e dimensiona a potência dos poderes lunares sobre os humanos.

São poemas, no geral, curtos: um, dois, três, numa mesma página. O leitor, a leitora, num só gole, os sorve como quem degusta vinho nobre.

Há paisagens esplêndidas, um encontro em molduras deslumbrantes, mas que, sem a Lua, é como se uma tragédia suprimisse das estações a primavera, como se lê:

“Um jardim sem lua?/ Não tem riqueza que sustente/ Tudo florido e verde/ Mesmo que estátua ostente/ É ela que o jardim deixa contente ”.

De tanto contemplar, a poeta se declara uma ladra… de Lua. Diante dela, a Lua, embora seja um acontecimento celeste corriqueiro, sempre reagimos como algo excepcional, fantástico. Quando a vemos, sobretudo cheia, nos esgoelamos como se estivéssemos anunciando a descoberta de um astro novo, como se vê:

“A Lua continua lá/ Desenhada com giz/ Na parede do céu/ decorei tanto sua geografia,/ Olhando-a de noite e de dia/ Que poderia dizer fui eu que fiz”.

Às vezes, em tom de zombaria, se diz que as/os poetas são alienadas/os que vivem no mundo da Lua. Da Lua se vê as atrocidades que ocorrem na Terra:

“Chove meteoros/ Esse monte de estrelas chove/ Chove luz da Lua pelos poros/Chove/ Chove escuridão também/Chove tiros de canhão/ Chove choro de criança síria/ Só falta chover amém. /Chove bomba em Paris/Chove lama tóxica em Minas/Chove lamento de pescador/Chove tartaruga por um triz/Chove tristeza e dor. /Chove indignação/ Só não chove na Lua/ Que Chove no meu coração”.

Acontece que quando os pesadelos furam os olhos dos humanos, quando as derrotas e as desgraças semeiam a desesperança, por mais que a Lua ovule sedução, somos incapazes de percebê-la e recebê-la. Quando assim se passa, a vida está sob ameaça:

“Meus olhos turvos, opacos/ não emanam sorrisos de Lua crescente/ Nem mistérios de Lua minguante/ Nem esperanças de Lua nova. (…) meu olhar não pode mais te contemplar”.

Mas, pelas leis do movimento, não há trevas que não passem, e nem mesmo a Lua que demore uma eternidade, numa madrugada qualquer ela retorna:

“Parece que a vida não tem Solução/ Mas sempre há luz no fim do túnel/ Basta ter calma e usar a razão/ É como olhar a Lua no céu/ Seja em que fase for/ Sua luz ilumina as ideias/ Sua beleza acalma o coração”.

Finalmente, a Lua é a centelha do amor e das paixões:

“Apoteose no crepúsculo!/ É a hora mais glamourosa do dia./ Invade a alma, incendeia a alegria/ Não é ruidoso feito o alvorecer/ Ou sonolento como o anoitecer. / É uma mistura de Sol e Lua/ que por dentro me deixa nua./ É hora de melancolia e mel/ Abelhas e borboletas se alvoroçam/ Da boca do estômago ao céu/ Uma paixão aflora e vem de dentro do mar/ Um vapor morno orvalha o corpo/ E acende a sede do amor amar”.

Poemas para a Lua – quando as iniquidades que nos afligem por vezes nos curvam a espinha ou nos aprisionam nas celas do desânimo – delicadamente, com as mãos macias, nos erguem o queixo, levantam nossos olhos e nos convidam a contemplar a Lua e dela receber energias, magias, encantos, para os prazeres e as batalhas da vida.

Serviço

Obra: Poemas para Lua

Autora: Ada Gasparini (Eliana Ada Gasparini)

Formato: E-book, 72 páginas

Editora Serra Azul Ltda. (www.editorasserraazul.com.br)

Preço: R$25,00

Compre pelo Amazon

ou pela

Revista Serra Azul Editora


5 de dez. de 2019

Minhas raízes


Nossas raizes, às vezes,
nos são desconhecidas
Sou aquela que cigana se criou...

Meus avós vieram de terras longínquas
Chegaram pelo mar,
Se tornaram camponeses e colheram 
de terra em terra viviam de plantar.

Os pais, buscando um futuro,
peregrinaram por cidades afora
Uma hora aqui, outra acolá
não me permitiram raizes criar.

Até que um dia descobri que a Lua
Brilha todo dia no mesmo lugar!
Tem raízes profundas, ora vejam, 
na Terra e no Mar!

Eu, que cigana sou, dela me faço invejar
Pois que as minhas raizes estão fincadas,
Oram ouçam, exatamente no solo Lunar! 

Ada Gasparini

3 de nov. de 2017

Dissimulada


Dissimulada!
Não disfarça sua culpa
Atrás de uma névoa
Conheço seu poder
Pode brilhar de cara lavada!

Ada

1 de nov. de 2017

Em toda Terra não há



Em toda a Terra não há
Quem com olhos intrigados
Não a veja assim
Com tanta beleza e sinta cobiça
Seja ela vermelha, ou marfim?

No Cabo da Boa Esperança
Nas marés bravias do Pacifico
Quem sabe no Mar Morto
Diante Dela
Há quem não seja místico?

No Monte Fuji, no Everest
Há quem não lhe ofereça um cântico
Na Baía da Guanabara,
Nas calotas polares
Ou nas praias coloridas do Atlântico?

(Ada)

30 de out. de 2017

Ada: Tonto verso


Então, quando a noite caiu
deitei meus olhos escorregadios
no mistério daquela luz insana
Queria saber onde me encaixo
em qual luz ausente me acho
e na busca saiu esse tonto verso
sou nada que a um grão salgado se some
nas areias dos mares e dos desertos
perdida num zilhão de outros grãos
deste absurdo universo...

Ada

#coisasdeada #coisasdelunaticos #poesiaByAda #poetry #adoroalua #luaescandalosa #simplicidade #serfelizetomarsorvete #versosimples

— em No Céu.

19 de out. de 2017

21 de jun. de 2017

Machado de Assis: Circulo vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”…
(Homenagem a Machado de Assis, Nascido em 21/6/1839)

20 de abr. de 2017

Lenine: Nem o sol, nem a lua, nem eu

Linda Musica de Lenine! 

Hoje eu encontrei a Lua
Antes dela me encontrar
Me lancei pelas estrelas
E brilhei no seu lugar
Derramei minha saudade
E a cidade se acendeu
Por descuido ou por maldade
Você não apareceu
Hoje eu acordei o dia
Antes dele te acordar
Fui a luz da estrela-guia
Pra poder te iluminar
Derramei minha saudade
E a cidade escureceu
Desabei na tempestade
Por um beijo seu
Nem a Lua, nem o Sol, nem Eu
Quem podia imaginar
Que o amor fosse um delirio seu
E o meu fosse acreditar
Hoje o Sol não quis o dia
Nem a noite o luar.


27 de out. de 2016

Paulo Leminski: A lua foi ao cinema


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava para ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
– Amanheça, por favor!

Paulo Leminski

17 de out. de 2015

Inspiração


Filosofia no telhado
Começa com a lua cheia
No calor das telhas
Que o sol deixou

O calor faz meu corpo relaxar
Mas é na luz fria
Quando a lua ilumina feito dia
Que as idéias coadunam
E clareiam o meu pensar...

(Ada, 15/10/15)

14 de out. de 2015

Desce da Lua!


"Desce da Lua!"
Minha mãe dizia,
e correndo descia...
mas ficava pensando nela
de noite e de dia

"No mundo da lua?"
Minha mãe perguntava,
e correndo pelas escadas
com os pés e a cabeça
na lua penduradas
em dois mundos me dividia:
de um, para a mãe respondia,
do outro tranquila me calava...
É que o primeiro me assustava,
e no segundo me escondia.

(Ada, 14/10/15)

Gabriel o Pensador: Astronauta




Astronauta
Gabriel O Pensador


Astronauta!
Tá sentindo falta da Terra?
Que falta
Que essa Terra te faz?


A gente aqui embaixo
Continua em guerra
Olhando aí prá lua
Implorando por paz


Então me diz:
Porque quê você quer voltar?
Você não tá feliz
Onde você está?


Observando
Tudo a distância
Vendo como a Terra
É pequenininha


Como é grande
A nossa ignorância
E como a nossa vida
É mesquinha


A gente aqui no bagaço
Morrendo de cansaço
De tanto lutar
Por algum espaço


E você
Com todo esse espaço na mão
Querendo voltar aqui pro chão?
Ah não, meu irmão!
Qual é a tua?
Que bicho te mordeu
Aí na lua?

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu...

Ah não, meu irmão!
Qual é a tua?
Que bicho te mordeu
Aí na lua?


Fica por aí
Que é o melhor que cê faz
A vida por aqui
Tá difícil demais


Aqui no mundo
O negócio tá feio
Tá todo mundo feito
Cego em tiroteio


Olhando pro alto
Procurando a salvação
Ou pelo menos uma orientação
Você já tá perto de Deus


Astronauta!
Então me promete
Que pergunta prá ele
As respostas
De todas as perguntas
E me manda pela internet...

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu...

É tanto progresso
Que eu pareço criança
Essa vida de internauta
Me cansa


Astronauta cê volta
E deixa dar uma volta na nave
Passa achave
Que eu tô de mudança


Seja bem-vindo, faça o favor
E toma conta do meu computador
Porque eu tô de mala pronta
Tô de partida


E a passagem é só de ida
Tô preparado prá decolagem
Vou seguir viagem
Vou me desconectar


Porque eu já tô de saco cheio
E não quero receber
Nenhum e-mail
Com notícia dessa merda
De lugar...

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu...

Eu vou prá longe
Onde não exista gravidade
Prá me livrar do peso
Da responsabilidade
De viver nesse planeta
Doente
E ter que achar
A cura da cabeça


E do coração da gente
Chega de loucura
Chega de tortura
Talvez aí no espaço

Eu ache alguma criatura
Inteligente


Aqui tem muita gente
Mas eu só encontro solidão
Ódio, mentira, ambição
Estrela por aí
É o que não falta
Astronauta!
A Terra é um planeta
Em extinção...

Eu vou pro mundo da lua
Que é feito um motel
Aonde os deuses e deusas
Se abraçam e beijam no céu!


Composição: Gabriel o Pensador / Lulu Santos

13 de out. de 2015

Boa noite de sonhos


Dá-me um lunático abraço
Que um felino amasso te dou.
Sua noite será só de sonhos
Nem vai perceber que acabou.

(Ada, 13/10/15)

#ascoisasdeada

12 de out. de 2015

Uma criança no dia da criança


A lua neste dia
É uma criança que se diverte no céu
Gosta de brincar com mágica
Daria para escrever um cordel

No circo a céu aberto
como fosse uma palhaça
Equilibrando na corda bamba,
A malabarista de estrelas brancas,
Faz o seu espetáculo de graça!

(Ada, 12 de outubro de 2015)

Mantendo o prumo


Navegar a ermo, a esmo,
Parecer sem rumo,
A única certeza é seguir a lua
para colocar um termo,
para manter o prumo.

(Ada, 12/10/15)