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23 de jun. de 2011

Teatro: Os filhos da Dita

Ana Maria Quintal, colega de ginásio nos anos 70
Ainda é tempo de falar sobre esse grupo de teatro, e sobre essa peça, visto que faz parte de um projeto e que em breve voltará em cartaz. Além do que, é para falar de uma colega de ginásio muito talentosa e valorosa. Dá orgulho saber que estudamos na mesma escola. São poucas as pessoas que se revelam importantes na sociedade, que fazem a diferença, que deixam seu recado.



Ana Maria Quintal, é essa colega que desde muito jovem já tinha visão progressista e avançada politicamente. Escrevia no jornal da escola nos anos 70 e hoje faz teatro com o Grupo Arlequins. A peça se chama "Os filhos da Dita" e faz parte de um projeto que é resultado de discussões, palestras e leituras com o público. Ao longo de cinco anos com a peça "Pra Não dizer que Não falei das Flores", que tive o prazer de assistir, e que o grupo sempre fomentou com estudantes – fazendo espetáculos nas escolas ou convidando grupos de escolas para irem aos teatros tradicionais – notaram o interesse dos jovens por mais dados sobre esse passado tão recente. Um dos canais de discussão e informação com esse público é o blog www.geracaoai5.blogspot.com. O Projeto Geração-AI5 levou 18 meses de trabalho e pesquisa.


Sugiro as leituras sobre a peça em:
http://www.vermelho.org.br
http://geracaoai5.blogspot.com

Vejam que lindas as imagens em cena neste álbum de fotos

Um beijo para Ana Maria.


Sobre a Dita, vejam estes vídeos:
atentado ao Rio Centro em 1981
campanha pela memória e pela verdade

23 de ago. de 2010

Grampola e a imaginação de T.S. Eliot

Grampola
(nasceu em um dia qualquer de abril de 1997)

Todos estes nomes de gato, maravilhosos, foram copiados do livro de T.S. Eliot "Old Possum's Book of Practical Cats" traduzindo, “Livro do Velho Gambá sobre gatos travessos” que posteriormente foi adaptado para o musical Cats. Eliot tinha este apelido de Velho Gambá e escreveu, entre tantas outras coisas, poemas sobre gatos para seus filhos.

Ele diz em um dos poemas que um gato tem três nomes diferentes. O primeiro, a gente é que dá. São nomes corriqueiros. Mas um gato merece um segundo nome, que é a sua personalidade. Um que seja próprio dele e pouco conhecido. Não é um nome repetido, só um gato tem. O terceiro nome? Ah... esse só o gato sabe! Mas nunca o pronunciaria! E é um nome que ninguém cogitaria... e nunca saberemos! Mas para entender esta história direitinho, recomendo assistir ao musical “Cats”, ou ler os poemas de Thomas Stearns Eliot.


Eis a lista de nomes em ordem alfabética, para gatos travessos:


Espargos
Bombalurina
Bustopher
Cat Morgan
Coricopato
Firefrorefiddle
Growltiger
Grumbuskin
Gumbie
Jellicle Cat
Jellylorum
Jennyanydots
Macavity
Mr. Mistoffelees
Mungojerrie
Munkustrap
Pollicle
Quaxo
Rum Tum Tugger
Rumpleteazer
Rumpuscat
Shimbleshanks
Tumblebrutus

Eliot esqueceu-se de incluir nesta lista o nome da minha gata Grampola!

4 de mai. de 2010

Arlequins: teatro popular encenando história

"Geração AI-5 - Os Filhos da Dita" é o nome do novo projeto do grupo de teatro Arlequins - e talvez o nome da peça que resultará dessa pesquisa. O início do projeto "Geração AI-5 - Os Filhos da Dita" vem de longa data. Começou a ser gestado em 2006 resultado, em parte, dos anseios do público em saber mais sobre esse período obscuro de nossa história recente: a ditadura Militar brasileira que durou 21 anos, de 1964 a 1985 e também a vontade do grupo em colocar o dedo nessa ferida.
Da relação próxima que o Arlequins sempre teve com estudantes - seja fazendo espetáculos nas escolas ou convidando grupos de escolas para irem a teatros tradicionais - notaram o quanto os mais jovens mostram-se interessados por mais dados e informações deste nosso passado tão recente e ao mesmo tempo, tão deixado de lado. Decidiram se debruçar nessa temática.
Arlequins foi fundado em 1986. Neste grupo tenho uma amiga de colégio, Ana Maria Quintal que escrevia um jornalzinho "O Mandacarú" já naquela época, nos anos 70. Éramos então muito jovens e vivíamos a ditadura, sem saber direito das atrocidades cometidas nos porões. Ana Maria sempre foi engajada. Já tive a oportunidade de ve-la encenando com Arlequins, a peça "Para não dizer que não falei das flores". Um espetáculo! E ela, grande atriz!
Então, sejam Bem-Vindos ao Blog desse novo projeto! Nele compartilham o material coletado, estudos, reflexões e outras experiências de ensaios durante o processo de montagem da nova peça.
A estréia está prevista para outubro de 2010. Falaremos dela quando chegar a hora.
Visite e contribua: http://geracaoai5.blogspot.com

12 de mar. de 2008

Cats, o espetáculo da Broadway


A gata Grisabela canta Memorys, se despedindo do bando. Está velha e vai partir... não preciso dizer que chorei a cântaros neste ato. Ctas é baseado em T.S.Eliot que escreveu os poemas sobre gatos. 


"Memórias"
Composição: Andrew Lloyd Webber
Meia noite, nem um som na calçada
A lua perdeu sua memória?
Ela está sorrindo sozinha
Na luz do lampião
As folhas secas se recolhem aos meus pés
E o vento começa a gemer
Lembranças, sozinha ao luar
Eu posso sorrir como nos velhos tempos
A vida era bonita então
Eu me lembro
naquele tempo que eu sabia o que é felicidade
Deixe a lembrança viver novamente
Cada lâmpada da rua
Parece bater
Um aviso fatalista
Alguém murmura
E um candeeiro da rua se apaga
E logo será de manhã
Luz do dia, devo esperar pelo nascer do sol
Eu tenho que pensar numa nova vida
E não deve se dar
Quando a madrugada vem
Esta noite será uma lembrança também
E um novo dia começará
Queimar os fins dos dias esfumaçados
O cheiro frio da manhã
O lampião da rua morre
É mais outra noite
Outro dia está amanhecendo
Toque-me, é tão fácil deixar-me
Sozinha com a minha memória
Dos meus dias no sol
Se você me tocar
Você vai entender o que é felicidade
Olhe, um novo dia começou..


12/3/2008