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5 de jun. de 2017

Procura-se Susan



QUEM É SUSAN?

A história trágica da cachorrinha Susan, começa na quarta-feira passada, 31 de maio deste 2017. Dizemos trágica porque imaginamos o pavor que Susan está sentindo, nos seus 4 anos de vida nunca passou por nenhuma dificuldade, só recebeu carinho, amor e proteção. Dorme nas camas de sua mamãe humana Tânia Mauricio Balestra e de seus irmãos, nesta ordem de preferência: Vitor e Giovanni. Depois, não desmerecendo, vem o papai Roberto. Papai Roberto é quem a medica quando doente, o que faz dele seu “malvado preferido”. Ele estava aplicando nela um colírio de antibiótico porque machucou os olhos com um arranhão com as próprias unhas, e o papai Roberto foi quem a levou na Clinica Veterinária da Ponte Grande neste dia em que Susan começa a viver seus piores dias.

Susan é uma Fox Terrier do tamanho e família de um PINCHER a pelagem é branca com malhas pretas, preta também no rabo que é bem curto e na cara. Nas costas dois circulos desenhados. Muito pequena, mas agilíssima! Pernas finas e compridas feito uma gazela a fazem correr com destreza, rápida, ninguém consegue alcançar.

SUSAN PRECISA DE CUIDADOS MÉDICOS

Eram 15 hs de quarta-feira já na clinica, quando foi foi pesada (só 3,5 kg) e aguardava na recepção da Clinica Veterinária da Ponte Grande para passar em consulta. Estava vestida com seu peitoral vermelho infelizmente sem a guia. Estando livre, aproveitou quando a porta se abriu e fugiu. Susan desceu disparado pelas escadas que dão acesso direto à Avenida Guarulhos e atravessou a rua sem noção alguma do perigo que corria, coração a mil com certeza, entrou na agência bancária em frente, saiu, seguiu pela calçada da avenida até desaparecer. Em vão terem corrido atrás dela!

SUSAN NAS REDES SOCIAIS

O desespero se abateu na família! A primeira coisa que se faz hoje em dia é publicar nas redes sociais! Foi o que fizemos! Tania, que é professora, contou com a colaboração de centenas de seus alunos nas duas escolas em que trabalha. Amigos, vizinhos e parentes e até pessoas que se solidarizam começaram a espalhar a notícia do desaparecimento de Susan. Grupos do facebook do bairro, de Protetores de Animais, etc. o que fez a noticia se espalhar. Não sabemos como computar o número de compartilhamentos, dezenas de pessoas enviavam informações de a terem visto, o que ajudou muito a traçarmos uma rota que Susan fez.

O vídeo compartilhado já está com 118 mil visualizações! https://www.facebook.com/100008751905337/videos/1690488431252871/?pnref=story

TRABALHO DE BUSCA COM CÃO FAREJADOR

Fora as Redes Sociais, desde a quarta-feira estamos percorrendo ruas e avenidas do bairro, pregando cartazes e conversando com pessoas, visitando locais onde disseram te-la visto. Estudos dizem que cães chegam a andar 15km adiante do local da fuga.

No desespero de encontrar Susan investimos na contratação do “BuscaPetBrasil que trabalha com cães farejadores. O cão farejador percorreu todo o trajeto desde a Clinica e identificou os locais por onde ela passou, no mato onde pode ter dormido o odor fica muito forte, onde permaneceu mais tempo e até os locais onde passou muito medo e estresse pois o odor registrado era intenso. Neste percurso que levou horas de caminhadas durante a noite de sábado (3/6) acompanhado de Tania a proprietária de Susan, o cão farejador perdeu o rastro quando chegou na Rua João Cavalari altura com a Rua João Batista Fabri https://goo.gl/maps/qdV6xekwjxs Ali é onde o cão farejador indica que se encerra o cheiro da Susan.

SUSAN FOI RESGATADA?

Neste local tem um trailer que vende cachorro-quente onde vários trabalhadores em telemarketing fazem lanches – trabalhadores da ATENTO. Uma enorme coincidência é que na sexta-feira às 15 hs, recebemos um watsapp: Susan foi vista por uma moça que passava de ônibus nesta hora neste local inclusive mencionando o trailer de cachorro-quente, e a reconheceu pelas fotos e vídeo postados no facebook. Essa moça desceu do ônibus, mas quando chegou no local já não a viu mais. Ela avisou Tania pelo watsapp na mesma hora. Corremos para lá! Todas as buscas no local foram feitas sem sucesso. Sumiram os vestígios de Susan!

Ainda percorremos todo o bairro durante o domingo, falamos com pessoas, e nada de Susan! Por esta razão, a conclusão do BuscaPet e a nossa também, é de que Susan foi resgatada nesta sexta-feira, muito provavelmente neste local próximo da Rua João Cavalari altura com a Rua João Batista Fabri https://goo.gl/maps/qdV6xekwjxs onde o odor de Susan termina.

TRAGAM SUSAN DE VOLTA!

Nosso acalento é que Susan tenha sido mesmo resgatada, porque nas ruas seria fatal para uma cachorrinha tão frágil e adoentada! Nosso consolo é pensar que esteja sendo bem tratada, protegida em algum lar, sendo alimentada e recebendo afeto. Porém, ela precisa de tratamento médico! E não só isso! Ela precisa voltar para seu lar! Voltar para sua mamãe que é a pessoa que mais está sofrendo, voltar para seus irmãos, para sua área de conforto que é seu lar! A Familia toda está abalada, triste, fora de foco.

Nosso apelo agora é que se alguém estiver com ela, encarecidamente que a devolvam! Oferecemos boa recompensa em dinheiro, cientes de que o ato de bondade por tê-la salvo da crueldade das ruas não tem preço!

Queremos crer nessas deduções todas a que chegamos, e pedimos sua ajuda na divulgação da história da Susan, pois teremos maiores chances de a termos de volta!

Susan é parte desta família!

Muito obrigada!

Tania Mauricio Balestra e Familia de Susan Balestra.

Guarulhos, 5 de maio de 2017.

CONTATOS:

11 - 9-4005-7636 -- Tania

11 - 9-4786-6636 -- Vitor

11 - 9-4729-1628 – Roberto

FOTOS DE SUSAN BEBÊ



9 de set. de 2013

Poema do Veterinário no Dia do Médico Veterinário


Ser veterinário, não é só cuidar de animais. É sobretudo amá-los não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica. 

Ser veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela. 

Ser veterinário é ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, mas principalmente entendê-los e amenizá-los. É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas.

Ser veterinário é não se importar se os animais pensam, mas sim, se sofrem. É dedicar parte de seu ser à arte de salvar vidas.

Ser veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos. É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo.

Ser veterinário, é ter ódio de gaiolas, jaulas, correntes. É perder tempo apreciando rebanhos e vôos de gaivotas. É permanecer descobrindo, através dos animais, a si mesmo.

Ser veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto. É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral, de esterco.

Ser veterinário é ter coragem de penetrar em um mundo diferente e ser igual. É ter a capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas sinceras. É adivinhar olhares, é lembrar de seu tempo de criança, é querer levar para casa
todos os cães sem dono.

Ser veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos sobre o amor e sobre a vida...

(autor desconhecido)

6 de mai. de 2012

Meu gato sumiu


"Smurf"
Foto arte, Ada

Smurf tinha alguns amigos que vinham miar-lhe convites pelos telhados vizinhos e então, sem cerimônias, saía a passear na conversa miada deles com aqueles passos leves de pisar em ovos. Tinha um horário quase que marcado para esse convescote. Smurf subia pela escadinha, feita para isso mesmo, e escalava os muros internos do quintal até atingir o mais alto, acesso à liberdade dos telhados do Mundo.

Isso é nada difícil para quem tem habilidade felina, basta ter frestas e brechas onde apoiar as patas e fica simples assim. Os passeios eram curtos, gato castrado tem um território menor a explorar. E depois, basta caçar alguma lagartixa, rolar no pó das telhas, aquecer ao sol, visitar alguma casa e pronto, o passeio de pouco tempo é muito.



Só que um dia, Smurf não voltou. Sua dona aguardou uma noite, um dia, outra noite, outro dia, e chorosa na madrugada, ouvia miados a quilômetros de distância, aquele miado miragem de mãe aflita que distingue o choro de seu filho em pensamentos, porque mãe aflita tem um grande ouvido dentro do coração.

A providência foi bater de porta em porta, vizinho por vizinho, em todos os quarteirões do quadrilátero, com uma foto do siamês de olho azul na mão. Não desprezou nenhuma casa, porque gato se enfia na casa dos outros para xeretar. Basta tratá-lo a pão-de-ló que ele adota a gente, deita em seu sofá e aceita seu cafuné de rabo em pé. Outra providência, foi pregar cartazes com foto e telefone em todos os postes e comércios da redondeza.

Depois de sete dias, já sem esperança alguma, um vizinho sabendo da história que se espalhou, veio à porta dizendo ouvir um miado no fundo de seu quintal. Só que esse quintal tem um muro muitíssimo alto e o salto habilidoso de Smurf, por mais que tentasse, não alcançava. Era um quintal não frequentado por seu morador, cheio de árvores e mato. Um quintal sem saída...

Smurf não conseguia voltar para casa, mesmo que sonhasse com isso. A fome e a sede aumentavam e o medo também, imagino saber o que sente um gato de estimação acostumado a almofada, cafunés e ração. Deve ter comido insetos e outros bichos para sobreviver, porque gatos não podem ficar sem alimento por mais de 48 horas, desenvolvem uma forma potencialmente fatal do mau funcionamento do fígado conhecida como lipidose hepática.

Quintal assim, sempre tem algum por aí. E mais que isso, sempre tem uma cerca elétrica em algum muro, sempre tem um arame farpado, ou cacos de vidro, sempre tem um vizinho que odeia gatos e ama gaiola com passarinhos presos, sempre tem quintal com um cão feroz, sempre tem a crueldade com diversas faces à espreita e sempre tem o “chumbinho”... Sua dona teve que pedir ajuda para resgatá-lo com uma escada e de volta à casa, magro, sujo e triste comeu e dormiu feito um flagelado de guerra.

A providência final nesse episódio foi colocar telas nas saídas para os telhados e encontrar paciência para tolerar seus protestos, mais que miados, contundentes e revoltados, somados aos dos amigos, até que a revolta fosse superada e a liberdade restrita ao quintal protegido fosse aceita.

Lugar de gato é em casa! Porque a cidade reserva muitas armadilhas para eles... e a
final existe um ditado popular que diz: "a curiosidade matou o gato". 


***
Essa história é verdadeira e aconteceu com minha amiga Elaine e seu gatinho Smurf.

1 de jan. de 2012

Realejo: uma gaiola senzala

Último dia do ano vi um realejo. Mas nada de musiquinha tocada a manivela, apenas uma gaiola minúscula e um pobre e triste periquito dentro. Questionei o homem que o explora financeiramente e cruelmente o escraviza. Disse a ele que era crueldade, pedi que trocasse sua água, se ele não tinha compaixão, que ele devia deixá-lo livre e entre seus gestos de esbravejos, me senti impotente por nada poder fazer. Não é de se estranhar sua ignorância. 

Acrescente a essa foto romântica, muito ruído, poluição, fumaça de óleo diesel dos ônibus, muita gente em véspera de ano novo, um sol escaldante... ai meu deus, quando vamos aprender a humildade e o respeito à natureza? Quando vamos deixar de ser "colecionador", e tornar tudo privado? 

A foto (blog do Ronaldo) é bonita, ele que me perdoe o comentário decepcionado.

1 de janeiro de 2012 18:27

Realejo em 1920 na Praça da Afãndega
Foto  ronaldofotografia

13 de out. de 2011

"A internet é o que a gente faz dela"

Pense em alguma crueldade bem cruel. Multiplique essa crueldade bem cruel por 10. Não chega nem aos pés do que eu vi hoje na TV. Uma Ong em Santos foi chamada para resgatar dois cãezinhos encontrados no Porto de Santos. Eram mãe e filho, pudolzinhos, quase mortos. Mostraram a foto, desmaiados quase sem vida. Eles foram amarrados num saco e pendurados pela lado de fora da janela de um trem de carga que veio de Goiás. A mãezinha estava com o pescoço travado pois ficou dias na mesma posição espremida com seu filho, dentro do saco. Eles foram resgatados e salvos, graças ao telefonema e à protetora da Ong. Fiquei impressionada com essa história, o dia todo essa notícia me remoeu. Nunca imaginaria uma crueldade com tanto requinte. Então, resolvi vir aqui desabafar. Me desculpem, por favor, por compartilhar essa barbaridade. Em contrapartida, achei esse vídeo - propaganda do google chrome - tão bom para recompensar-nos dessa tristeza..Tenho que concordar:  a internet (e o mundo) é o que a gente faz dela e dele...

9 de out. de 2011

O Steve Jobs para os animais

Graças a Steve Jobs, muitos gatos se divertem pelo mundo. Para quem não sabe, o Ipod foi feito para os gatos, e como eles não iam à loja para comprar, o jeito foi vender para os humanos e assim, chegar aos gatos do mundo todo!

Reproduzo aqui um tributo dos gatinhos a Steve Jobs:



Olha que interessante:


Em 1986, Steve Jobs comprou a Pixar e graças a isso, ficamos mais intímos dos animais sem que nenhum único animal fosse obrigado a ser treinado para participar dos filmes. Assisti e tenho todos os desenhos animados: Vida de Inseto (assisti 2 vezes), Procurando Nemo, Ratatouille (assisti 3 vezes), Wall-E e UP Altas Aventuras.

Steve Jobs era vegetariano. 



Dentre suas idéias inovadoras, incluiu no iPhoto, um software de reconhecimento facial, e que reconhece os rostos dos gatos, além dos humanos.

Há outras atitudes que Steve tomou, e não quero entrar nas polêmicas que geram por ai as ONG´s ambientalistas, ou o veganismo.  Mas ele proibiu a venda de um App Store da Apple chamado iSealClub - que como o nome sugere - forma clubes de caçadores para matar focas (na animação do aplicativo). No jogo de vídeo os jogadores usam um clube cartoon de caça a focas. Foi considerado por Steve, conteúdo impróprio.


Criou um aplicativo "Be Nice To Bunnies" que dá acesso direto ao banco de dados da ONG PETA e que lista as empresas e produtos que não usam animais para teste nos seus processos de pesquisa e desenvolvimento. O aplicativo também destaca os grupos ou produtos veganos.


Tai um lado animalesco do Steve Jobs!

4 de out. de 2011

Gateiros e Cachorreiros: Eita raça!


Tinha que reproduzir esse artigo aqui no blog! O melhor texto que já li sobre nós, "protetores de animais", na mídia tradicional, como é O Estado de SP.


Gateiros e Cachorreiros. Eita raça!

Normalmente não comento sobre as manifestações dos leitores. As razões são várias. Vão desde a impossibilidade de responder pessoalmente a todas as mensagens – que são muitas – até a precaução no sentido de manter um espaço absolutamente democrático para que cada um se manifeste livremente, sem correr o risco de ter sua opinião censurada ou questionada.

Porém, dessa vez decidi tecer mais alguns comentários a respeito da nota sobre a Consulta Pública da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, que irá publicar uma Lista Oficial de Espécies Invasoras.

O que me motiva a escrever agora foi a enorme repercussão que a nota alcançou. Foram quase 6 mil recomendações no Facebook, mais de 150 comentários de leitores e quase 200 réplicas no Twitter.

Poucas vezes vi na internet um número tão grande de pessoas se manifestando a respeito de uma notícia. No caso da nota sobre as espécies invasoras, tamanho alcance deve-se principalmente ao enorme poder de mobilização que os protetores de animais domésticos possuem. Eles são conhecidos popularmente como gateiros e cachorreiros. São pessoas que dedicam grande parte do seu tempo a causa da proteção dos animais domésticos.


Protetores de animais: amor de bicho não tem preço.

Essas pessoas são capazes de sacrifícios imensos para defender aquilo que elas acreditam. Não existe no mundo – e digo sem medo de errar – nenhum outro movimento em que seus membros se envolvam tanto com a causa que abraçam. Nenhum grupo político ou religioso possui integrantes dispostos a tanto sacrifício pessoal como é o caso dos gateiros e cachorreiros. Nenhum grupo social tem uma capacidade de mobilização tão forte quanto eles. É impressionante.

A sorte de quem maltrata animais é que esse imenso grupo de protetores ainda desconhece o poder que tem. Pois no dia que eles se organizarem e passarem a ter estratégias claras de atuação, o mundo político irá tremer.

Os protetores de animais podem arruinar uma carreira política. Podem condenar um produto ao fracasso e, até, causar enormes prejuízos à empresas que insistem em ignorá-los. Uma grande parte desse grupo de ativistas é formada por donas de casa. São mulheres que decidem o que comprar em seu lar e que, com o poder de mães, esposas e filhas, conseguem mudar a opinião – e o voto – da família.

Para a felicidade daqueles que ignoram os apelos desse grupo, o movimento ainda não é organizado. Não existem lideranças nacionais com capacidade de mobilizar e de conduzir uma ação uniforme em território nacional. No dia que isso acontecer, senadores da República e até candidatos a presidente do país terão que estender tapetes vermelhos para eles.

O mais impressionante nesse grupo, além do grande poder de mobilização, é outra característica muito singular: grana. Ou melhor, a falta dela. Em 25 anos de lida diária na causa ambiental, nunca vi um “movimento social” trabalhar sem ganhar. Pelo contrário. Penso que os protetores de animais é o único grupo que tira do próprio bolso o financiamento para as suas causas. Eles não são empregados em ONGs, não recebem bons salários, como a grande parte dos ambientalistas profissionais, não dispõe de financiamento público e muito menos recebem emendas de parlamentares. O dinheiro deles vem das “vaquinhas”, das “rifas” e dos trocados que conseguem juntar impondo-se algum sacrifício pessoal.

Não existem estatísticas que mostram quantos eles são. E muito menos existem dados oficiais sobre quem eles são.

Mas uma boa dica para identificar um potencial protetor é reparar em alguns dos seus hábitos mais comuns: possuem animais domésticos, provavelmente mais de um. Nas redes sociais, seus álbuns de fotos sempre possuem a foto de um gatinho, de um cachorrinho, ao lado das imagens de suas famílias. Nas ruas, seu animal de estimação está quase sempre no colo, ou, se for grande, sempre ostentará um pelo brilhoso ou uma coleira da moda. Para esse grupo, não existe diferença social entre os animais. Os de “raça” e os “vira-latas” são iguais, nem mais, nem menos.

A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.

Obrigado.

Fonte: Blog de Dener Giovanini no O Estado de São Paulo em 02/10/2011 

8 de jun. de 2011

Olhos e Olhares: Um conto sobre um gatinho abandonado


Este filhote é da Gata Mimi. Não foi abandonado, mas seu miado pode ilustrar o conto!
Aquela escuridão. Aquele balanço. Aquele barulho que vinha não se sabe bem de onde. Aquelas vozes dizendo coisas como “ali”, “ali não”, “onde então?”, “no terreno. Solte por lá” e a sensação de estar voando, em direção a lugar nenhum. Um grande barulho. O rodopiar na escuridão e pronto. Tudo acabou. Silêncio. Ela dialogava com aquela ausência de tudo, inclusive de som e luz. E por ali ficou. Por horas. Quase um dia todo. Um dia todo daqueles que duram um ou dois minutos, quando não sabemos onde estamos, até que o medo misturado com a coragem – chamado por nós curiosidade – a fez erguer e deslizar as patinhas e, num ponto rugoso, forçar cautelosamente o teto e abrir a caixa de papelão para ver surgir uma luz e, em seguida, um céu azul de liberdade.


Outra patinha, mais força e um salto terminado em um gramado.

Era um terreno. Os homens o chamam de baldio, mas, para uma pequena gata de menos de dois meses de vida, um mundo a descobrir. Um mundo de morros, árvores, matos, lixo, muros por todos os lados, exceto um: o da rua. Onde outro mundo, talvez maior, existia. Caminhou naquela direção. Talvez tivesse sido trazida por ali. Talvez por ali voltasse para casa, para mãe cheia de leite, para aqueles irmãos brincalhões e para aquele menino que sempre estava ali, desde o dia em que abriu os olhos pela primeira vez. Era dele a maior saudade naquele instante.

Parou junto à sargeta.

Carros passavam sem piedade. Indo, voltando. Como se esperassem um bichinho sair de algum terreno para deixá-lo no asfalto para o sempre. Mas era preciso chegar do outro lado, onde pessoas passavam também indo e voltando. Era preciso atravessar. Mas era preciso mais coragem. Mais coragem. Foi. Quando se tem apenas alguns centímetros de altura, é melhor olhar para frente – somente - ao se passar de um lado a outro da rua. E, quando se chega, depois de correr sem respirar por dois longuíssimos segundos, talvez os últimos, talvez os primeiros de uma vida, é como se tivesse novamente aberto os olhos, só que, agora, não mais à sua frente estava o menino. Estava um mundo um pouco maior. Um pouco mais complexo. Um mundo ainda incompreensivel.

Mas pouco pensou sobre a metafísica do momento. Apenas miou. Miou como nunca imaginou que fosse capaz. Miou tanto e tanto que mal pode perceber quando uma mão laçou-lhe o corpo e, num giro de meia circunferência, a pôs a olhar novamente em olhos humanos. “Você grita alto de tanta fome”. Agora, com miados cada vez mais baixos, ela era levada por ruas e ruas, em direção a alguma casa, algum lugar para dormir e tomar água. No caminho, pensava no menino, olhos nos olhos recém abertos. Ouvia carros, mas já os havia vencido. E sei ter lembrado pouco da escuridão, apenas quando percebeu sentir o mesmo balanço de outrora, mas agora, com o poder de ver o caminho e, vezenquando, olhar o céu, azul. 

* Luiz Henrique Dias é dramaturgo. http://luizhenriquedias.com.br . Siga ele lá: @LuizHDias

19 de dez. de 2010

Natal para dividir, compartilhar..



O "espírito" de Natal: dividir, compartilhar.


Adote um gatinho, em sua campanha de Natal, conseguiu doação de cestas de natal para seus 311 gatinhos resgatados! Participei do Bazar e fiquei muito feliz!


E além de agradecerem, os gatinhos querem dizer que apesar de terem passado muita fome antes de resgatados, são agora gatinhos de muita sorte. Por isso, eles dividiram tudo que ganharam com gatinhos que têm muito menos, que iam passar o final de ano de barriguinha vazia. Parte de tudo que eles ganharam foi separado e entregue para gatinhos que moram em lugares muito ruins e passam muita necessidade.


O mais legal é ver a alegria dos gatinhos ao receberem seus presentes!


FELIZ NATAL PARA VOCÊ TAMBÉM!

29 de nov. de 2010

Faça uma Toca Cibernética para seu Gato Internauta!

Quem faz as Tocas é Rosangela: rosangela.central@terra.com.br
Ela conta como foi a produção:
Lavar, pintar, decorar e isso com 14 observadores e ajudantes gatinhos peludinhos,fica mais difícil! Mas ficaram bonitinhas, pelo menos os meus ajudantes gostaram! E se eu não conseguir vender, eles ganharão de presente! Estão aí as toquinhas monitores, que foram feitas com muito amor, carinho e alguns berros “sai daí que você vai se pintar”, “agora não, depois você experimenta!”; “solta o saco, devolve o pincel, tira o nariz da lata de solvente!” Então, estou vendendo para ajudar os gatinhos meus e da Cris que resgatamos e o dinheiro das tocas monitores vão ser destinados para as rações e não estamos dando conta de pagar as contas. Se quiserem uma toca prontinha, ela custa R$60,00. Elas vêm pintadas, adesivadas e com o colchãozinho. Mas se quiserem aproveitar a idéia, aí está!
ATENÇÃO:
Os modelos destas fotos não acompanham as tocas! Mas temos muitos outros maravilhosos como eles para doar, de todos os tamanhos, cores e sexos.
Rosangela.


17 de nov. de 2010

Os Docinhos se foram!


Os Docinhos se foram !
Seus novos donos vieram buscá-los dia 15 e foram momentos tensos para todos. Um a um foi sendo levado. E no fim do dia não me faltou um choro sentido e soluçado. Ficou um vazio e muita saudade daqueles a quem vi nascer madrugada a dentro e acompanhei cada centímetro de crescimento e evolução, cada miadinho e estripulia de filhote sadio. Foram 3 meses. Costumava dizer que tinha uma gang doce aqui em casa!  Ficou-me a Docinho mãe. E que mãe! A miúda sempre cheia de atenções e cuidados, extremamente carinhosa com a cria. Foi um presente ela ter cruzado meu caminho com os docinhos na barriga. Para mim, uma experiência maravilhosa de vida. Uma lição de paciência e amor que aprendi. Agora é esperar que eles se adaptem aos novos lares e recebam muito amor. E sigam suas vidinhas de gato feliz. Vou deixar um apelo: não se esqueçam de me mandar noticias! Mãe é uma só!

9 de out. de 2010

Gatinhos Frajolas para adoção

Hoje completam 60 dias! Com 90, serão esterilizados e então, prontos para adoção. Interessados se inscrevam!

8 de out. de 2010

Urubus serão transferidos de um cativeiro para o outro

Recebi a noticia de que os Urubus cativos na Bienal numa "obra de arte" voltam para o cativeiro original, no Parque dos Falcões, em Sergipe. O troço dos homens demora tanto... mas, cativeiro por cativeiro... 

Enquanto isso o artista conseguiu o que mais queria: ficar famoso. Se não com sua obra incipiente, com a petulância de se aproveitar da natureza. E com uma obra que não quer dizer nada de nada pra ninguém. Um artista que a gente nem conhece a obra de tão hermética e elitista que é. E o pior, apoiado pela Bienal a dignissima representante da arte. Esse aí  é fruto da mesma elite dominante que destrói o planeta com o plástico, com o gado de corte, com o lixo tóxico jogado nos rios e mares...
A campanha Libertem os Urubus, na verdade, não atingiu o objetivo primeiro que é dar a liberdade aos pássaros. Enquanto isso, os Urubus perdem mais um pouco de seu direito à vida, na mesma proporção que ganha fama o tal Nuno... 
Lastimável! 

26 de set. de 2010

Reflexões de um urubu

Três urubus fazem parte da obra exposta na Bienal SP/2010
Ao ler com olhos de urubu o que disse o artista Nuno Ramos sobre sua “obra de arte" exposta na Bienal de São Paulo, neste mes, podemos refletir quão predadora e cumulativa é a nossa espécie. 

Esta obra de Nuno rendeu-lhe protestos da proteção animal, uma pixação que estragou a obra e uma fama no minimo polêmica. Afinal, usar animais para testes, diversão e arte tem sido questionado. Este questionamento pode tomar vulto e se estender para outras utilizações, inclusive na alimentação humana. Espero veementemente.

Segundo Ramos, tudo está sendo feito "dentro da legislação". Sim, e sabemos bem a quem servem estas leis. O que querem os protetores é exatamente mudá-las, em favor dos animais. E como começar esta mudança senão coibindo a prática utilitarista que temos em relação aos animais? 


"É importante deixar claro que não tiramos os animais da natureza. Os urubus pertencem ao Parque dos Falcões [em Sergipe], onde vivem em cativeiro. Só tirei de uma gaiola e pus em outra 30 vezes maior", defende o autor da obra. Normal. A culpa não é do artista em primeiro lugar, antes dele alguém já o fez, e antes daquele mais um e mais outro, sempre para utilidade pública.

"Trouxe para São Paulo a mesma pessoa que trata deles lá [no Parque dos Falcões], e ele está aqui o tempo todo. O veterinário também veio com eles, ficou quatro dias para adaptação e foi embora. Mas ao menor sinal [de problema], a gente vai atuar." Quanta preocupação e cuidados, não é mesmo?

Quanto ao possível estresse que as aves possam sofrer por conta das luzes artificiais e do ruído vindo dos visitantes, da própria obra que inclui alto-falantes que tocam trechos das canções Bandeira branca, Carcará e Acalanto e de outros trabalhos sonoros instalados na Bienal, o artista diz que “os urubus não se incomodarão”. Chega a ser ridículo falar em nome dos urubus. A tal lei deveria exigir documento registrado em cartório descrevendo as emoções sentidas pelos animais!

"Eles parecem até mais calmos que os visitantes", ironiza. "A luz desliga às sete horas, e a exposição fica fechada 14 horas por dia." 

Ramos lembra ainda que as aves são as mesmas que expôs em 2008, em uma instalação semelhante montada no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. (!)

"Elas estão acostumadas com o público. Já participaram de uma exposição minha em Brasília e, segundo um tratador que ficava lá, chegaram até a acasalar dentro da obra." Me consola sobremaneira esta informação, isso vai garantir a preservação da espécie!

Em nota divulgada à imprensa, os organizadores da 29ª Bienal confirmaram que "o autor da obra possui todas as licenças exigidas pelos órgãos de preservação ambiental para o uso desses animais" e ressaltaram "que a independência curatorial e a liberdade de criação, dentro dos contornos estabelecidos pela lei, são valores fundamentais da entidade". 

Se ao menos soubéssemos que recado quer passar a tal obra!
O crítico de arte diz sobre a obra de Nuno Ramos:



"Ser artista de vanguarda, ainda que de vanguarda em crise, significa, em primeiro lugar, acreditar no conteúdo da verdade da arte. Isto é, acreditar que a arte expressa algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros caminhos. Em segundo lugar, significa acreditar que esse algo, uma vez revelado, possa mudar a relação entre as pessoas e as coisas. A arte de Nuno nos diz que as coisas não falam. Da fenda entre as coisas e os significados, suas obras brotam como uma erupção vulcânica. Expõem o lado amorfo, magmático do mundo - sua face escondida. É significativo o uso que esses trabalhos fazem do orgânico. Que a obra se assemelhe a um organismo é, tradicionalmente, a garantia de uma mediação entre nós e os objetos inanimados. Injetando vida nas pedras e nos pigmentos, a arte testemunha que um contato com o mundo é possível. As obras de Nuno também têm vida, mas é uma vida completamente alheia. Instalam-se entre nós e o mundo, e se desenvolvem segundo uma lógica própria, que não podemos mais controlar. São seres, mas não se parecem conosco. No entanto, sem essa estranheza radical, seríamos projetados no vazio pela força centrífuga de uma produção de informações sempre mais acelerada e sempre mais inconsistente. O silêncio da matéria morta, desespiritualizada, nos mantém em órbita. Cabe a nós preservá-lo. " (Lorenzo Mammi)

Vista-se de urubu e durma com este barulho!